Arquivo mensal: janeiro 2014

O glamour de Las Vegas nos anos 70, a manutenção de ícones e uma paródia bizarra de “O Rei Leão”: Resumo da Semana de Moda de Paris

Hoje vi que o post vai ser cheio de glamour, meu bem.

Paris é a capital da moda. Todo mundo já ouviu isso, certo? Por mais que o eixo fashion tenha se espalhado por outras metrópoles como Milão e Nova Iorque e atualmente não faça mais muito sentido dizer isso, a relação histórica de Paris com a nata da indústria têxtil se mantém viva no imaginário das pessoas.Um império construído em cima de musseline, brocados e muita choradeira, o berço das grandes maisons respira moda durante duas semanas no ano. A atmosfera da cidade muda para receber milhares de fotógrafos, modelos e desfiles e o que acontece ali tem o poder profético de dizer o que veremos nas ruas pelos seis meses seguintes. Senhoras e senhores, coloquem os óculos escuros e caprichem no bate cabelo porque a pauta de hoje é quente: o Verão Haute Couture 2014 apresentado na Semana de Moda de Paris.

VALENTINO

(Disclaimer: estou me esforçando até o limite da sanidade para manter o distanciamento jornalístico ao falar de Valentino)

Enquanto a coleção de verão anterior da marca nos mostrou uma silhueta lady like com inspiração elizabetana sem perder a fidelidade aos ícones da maison, a coleção presente vem… diferente. Exceto por um modelo ou outro que não fazem o menor sentido de estarem alí com as outras peças, como o longo fluido estampado com notas musicais que saiu direto da passarela para o tapete vermelho do Grammy trajado por Kate Perry, a coleção toda parece o figurino de um filme de fantasia com o safari das ninfas (recatadas e sérias) da floresta. As cores vêm quentes, terrosas e a inspiração africana é didática até demais. A compostura da mulher Valentino está lá e embora seja interessante ver a marca brincando fora de sua zona de conforto é impossível de notar que o saldo geral da coleção parece um tanto quanto confuso, desnecessário e… passe.

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Não, espera, vídeo errado.

Agora sim.

JEAN PAUL GAULTIER

O verão anterior da maison teve aquela vibe Aladin-pirata bizarríssima (“David Bowie curtiu isso”) e este ano nós tivemos… borboletas! Borboletas por toda parte! Nos cabelos, nos cortes ousados, nas cores, borboletas EM-TODA-PARTE! E foi divertidíssimo. O desfile teve uma atmosfera de Moulin Rouge circense e para completar teve a aparição de Dita von Teese em um delicioso corpete de… borboleta! E você já entendeu que vai usar cetim colorido no verão, certo? (Ou sei lá, você pode seguir a outra proposta usar um saco marrom (???) que nem a Valentino te sugeriu).

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ELIE SAAB

Elie Saab continua empenhado em fazer as roupas que a gente sonha em ter. E basicamente é isso. Sem muita inovação e nenhum conceito, bordados de babar e vestidos deslumbrantes. Tudo muito lindo e bem acabado. Apesar de a paleta de cores ter sido um pouco mais ousada dessa vez, não deixa de ser tudo mais do mesmo. E eu acho que vai ser assim pelo resto da vida.

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ARMANI PRIVÉ

Depois do colorido oriente chique da coleção passada a atual vem toda trabalhada no Radiant Orchide do jeitinho que a Pantone gosta, do jeitinho que a Pantone quer. Brincando com diferentes materiais a coleção se mantém coesa em variados tons de roxo e muita gravataria, misturando anos 20 e Índia. Bonita e suntuosa.Tudo bastante usável, não vão ser necessárias muitas releituras e interpretações para adaptar ao prêt-à-porter.

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DIOR

Enquanto o verão passado foi floral e leve para Dior, o deste ano vem em tons tão sóbrios que não fossem a leveza dos tecidos e o uso marcante de laise pareceria um inverno. Sem perder as características da marca, no entanto, a mulher Dior este ano está mais para “Dior Addict” do que para a jovial e brincalhona “Miss Dior”. Mas ela continua muito bem vestida, como sempre.

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CHANEL

Se a coleção passada da marca estava ousando um pouco mais, beirando o surrealismo, essa é um total resgate aos ícones da maison. Karl Lagerfeld prova que é o sucessor definitivo de Mademoiselle Chanel ao se manter fiel à imagem quase mítica da marca fazendo com que tudo soe ao mesmo tempo tradicional e deliciosamente contemporâneo. Apesar de as pérolas terem dado seu lugar à tênis coloridos, estão lá o tailleur, o tweed e as camélias em uma mistura clássica quase fetichista da marca que sempre é a primeira a ser lembrada quando se pensa em mercado de alto luxo.

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VERSACE

E agora a coqueluche da semana. A coleção mais incrível, na minha opinião, foi a da Versace. A coleção anterior foi marcada pela saturação das cores em uma estética futurista exagerada de gosto discutível. As cores retornam esse ano, porém elevadas à um patamar de elegância sem precedentes. Em voluptuosos vestidos de cetim colorido que foi resgatado do “cantinho do brega” onde estava sentado desde o fim dos anos 80 e colocado de volta na roda do alto luxo fica bastante clara uma atmosfera “cassino glam”. E é tudo uma delícia. O desfile que abriu a temporada de moda pode ter sido o primeiro a ser visto, mas isso não impediu que fosse o último a ser esquecido. Inspirada na cantora oitentista Grace Jones, Donatella nos ofereceu uma coleção sexy, provocativa, arrojada e repleta de informação de moda. Em outras palavras, tudo o que a gente sempre espera e raramente recebe. O momento “ego ostentação” de Donatella ao adotar como trilha sonora a música de Lady Gaga que repete incansavelmente sue nome foi compreensível: ela sabe perfeitamente que arrasou e esse ano ela pode tudo. Absolutamente hipnotizante.

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RESUMÃO

Muito bem crianças. Então vamos ao nosso resumo final. Valentino despirocou e fez uma coleção muito cenográfica e chata. Gautier estava se divertindo muito com as suas borboletas e deixou todo mundo feliz no processo. Elie Saab continua fazendo as roupas de casamento mais lindas que você vai ver na vida e pra Armani o verão vai ser muito chique e ROXO. Dior quer que a gente use muito laise pra ficar fresquinha no verão e Chanel é Chanel. A surpresa da semana ficou por conta da Versace que apresentou uma coleção toda incrível e DEITOU.

COISAS QUE A GENTE VAI VER NA RUA E NAS VITRINES

Muito cetim. MUITO cetim. Repetindo: CETIM. O verão promete adotar duas vertentes: a das cores sólidas saturadíssimas e o minimalismo do preto e branco. O verão vai vir chique e luxuoso, de um jeito que a gente só estava acostumado a ver no inverno. E vai ser possível dar algumas risadas na paulista domingo à tarde com os “moderninhos” que vão acreditar piamente que “a pochete vai voltar”.

Conclusão: às vezes “visão” não é necessariamente inovação, e sim saber retomar as coisas certas.

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Tradições, escurinho e um bom catálogo: o Belas Artes está de volta!

Hoje vi que logo logo vai ter mais um lugar legal para passear…

“Eu adoro essa parte. A luz vai se apagando, devagarzinho. O mundo lá fora vai se apagando, devagarzinho. Os olhos da gente vão se abrindo, daqui a pouco a gente não vai nem mais lembrar que tá aqui.”. Essa fala do filme “Lisbela e o Prisioneiro” define de forma bastante lírica o sentimento inexplicável proporcionado pelo cinema. Quem é cinéfilo sabe: ir ao cinema é mais do que um passeio. É uma sensação, um vício, uma coceira que não passa até você sentar na sala de projeção novamente e que volta pouco depois de sair dela. Lisbela ama o cinema. E se ela vivesse em São Paulo estaria extremamente feliz em saber que o Cine Belas Artes será reaberto.

lisbela

O Belas Artes, inaugurado em 1943 sob o nome de Cine Ritz, estava fechado desde o começo de 2011 e agora graças ao apoio financeiro da Caixa Econômica Federal será aberto novamente, com o nome de Cine Caixa Belas Artes e sob a batuta de André Sturm. Se assistir à filmes por si só é um ato de descoberta, poder fazer isso em uma das mais tradicionais salas da cidade é um meio de participar ativamente da história paulistana e desvendar muito de seu charme.

BA

Podem existir aqueles que questionam a validade do cinema como patrimônio histórico por sua arquitetura que não justifica o título. Pode até aparecer um ou outro que se mostre pouco saudoso ao cinema que tinha muitas escadas. Mas é fato que o Belas Artes permanece no imaginário de São Paulo como uma sala de referência no circuito alternativo. Além de que é  bastante nostálgico poder voltar a frequentar o cenário das crônicas de adolescência da sua mãe, da época em que ela ia “namorar no cinema depois do colégio”.

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O cinema que já sobreviveu à um incêndio em 1982 e teve seu prédio recentemente ameaçado de virar uma loja vê nessa reinauguração (prevista para maio) apenas mais um capítulo de sua história. A única certeza é a de que o Cine é uma instituição perene no afeto paulistano. Se ele será mera ruína dos tempos áureos de outrora ou ressurgirá poderoso das cinzas ainda não podemos saber. Recorro novamente então às palavras da nossa cara Lisbela:

“É sempre assim.  A graça não é saber o que acontece. É saber como acontece e quando acontece. A gente vai conhecer um monte de pessoas novas, um monte de problemas que a gente não pode resolver, que só eles podem. Vamos ver como. E quando. Está começando.”

Conclusão: Se eu fosse André Sturm manteria “Medos Privados em Lugares Públicos” na sessão das 14:40 #FicaADica

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Amanhã tem filme bom? Tem sim senhor!

Hoje vi que estou desesperada para ir ao cinema!

E vamos lá à nossa lista das estreias da sexta-feira!

A boa pedida da semana fica por conta do chileno “Gloria” , de Sebastián Lelio, que promete ser uma deliciosa brincadeira sobre a passagem do tempo contrapondo os prazeres efêmeros e o peso de envelhecer. O filme tem feito um sucesso arrebatador, com críticas elogiosas à interpretação de Paulina García e foi notável sua ausência dentre as indicações ao Oscar de  Melhor Filme Estrangeiro.

Também estreiam o possivelmente interessante Fruitvale Station (que tem esse título ótimo e já me convenceu a assistir só por isso):

… o filme novo do Michael Caine (que não bastava ser o filme novo do Michael Caine, também tinha que ter a Gillian Anderson só pra obrigar MESMO a gente à assistir), que deve ser um filminho muito bonitinho e se chama “O Último Amor de Mr. Morgan” e parece ser daqueles que é gostoso de assistir com a mãe:

…e na série dos “não tão interessantes mas que vão lotar o cinema mesmo assim as pérolas da semana  são “A Menina Que Roubava Livros” seguido do filme novo do Keanu Reeves, “47 Ronins”

Conclusão: preciso ver Gloria URGENTEMENTE. 

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Muita cor e deleite na exposição “Visões na Coleção Ludwig”

Hoje vi que algumas coisas são tão maravilhosas que é quase impossível descrevê-las…

O CCBB continua se esforçando em parecer que sempre é o melhor lugar da cidade para se estar. A mais nova mostra mantém o padrão de qualidade de suas anteriores e exibe com muito cuidado e coerência as 70 peças provenientes da Coleção Ludwig.

A exposição faz uma viagem pela efervescência artística dos anos 60 agregando obras de Arte Pop, Fotorrealismo, Neoexpressionismo e outros movimentos posteriores, funcionando não só como um deleite visual mas como um vivo retrato de sua época. Além de ser uma oportunidade muito especial de apreciar obras de grandes mestres sem precisar cruzar fronteiras internacionais.

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A Coleção Ludwig é uma das mais famosas coleções de arte particulares, montada ao longo dos anos pelo casal Irene e Peter Ludwig. A arrojada e vasta coleção  está espalhada por diversos museus e é um grande exemplo de como o colecionismo é valioso para a preservação de obras ao mesmo tempo em que gera debates acerca dos potenciais nocivos da prática caso as telas sejam mantidas fora do acesso ao público.

A exposição conta com nomes como Pablo Picasso e Andy Warhol, mas sou obrigada a confessar que fui completamente fisgada pelas poderosas composições de cores hipnóticas de Bernd Schwarzer. Não preciso nem dizer que a mostra está mais do que recomendada e o melhor de tudo: a entrada é franca.

Conclusão: Não existe nenhuma justificativa aceitável para não ir. Na verdade, já estou me programando para ir novamente.

Visões na Coleção Ludwig
Centro Cultural Banco do Brasil
27 de Janeiro à 07 de Abril
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
São Paulo (SP)
(11) 3113-3651/3652

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A delicadeza de deixar de ser criança em “Azul é a Cor Mais Quente”

Hoje vi que crescer não é fácil e fazer filmes bons sobre esse processo é menos ainda…

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Em tempos da necessária militância à favor de direitos iguais para os homossexuais é impressionante que uma história de amor protagonizada por duas mulheres levante menos polêmica e mais reflexão. Por mais que muito tenha sido dito à respeito da longa e desnecessária cena de sexo que gerou acusações de abuso ao diretor Abdellatif Kechiche (ambas as protagonistas declararam que não trabalharão novamente com ele) ela é a primeira coisa a ser esquecida quando deixamos a sala de cinema de “Azul é a Cor Mais Quente”La Vie d’Adèle – Chapitres 1 et 2 – 2013). O que fica em nós é a força do filme que desperta a sensação agridoce sobre o fim da juventude.

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Na falta de pauta para a manhã…

Hoje vi que vamos apelar para o artifício mequetrefe da programação televisiva pela terceira vez nessa semana…

Gente! Vamos ver o que tem de bom na TV hoje? E só para não dizerem que estou puxando sardinha para o TCM, hoje o catálogo vai ser do Telecine.

Pra quem for almoçar em casa, as boas pedidas do intervalo são:

… a nova adaptação de “Anna Karenina” (2012) com a sua trilha sonora e figurinos deslumbrantes (e uma montagem teatral que lembra bastante à do seriado Capitu). O filme é extremamente bonito, porém peca na adaptação que tirou muito da força  do romance de Tolstói e na fraca atuação de Keira Knightley que ofereceu uma interpretação bastante deturpada (mais uma vez) à sua Anna. O filme no entanto se salva e vale a pena ser visto por ser mais uma obra de arte de Joe Wright e por ter o sempre ótimo Jude Law. Começa às 12:25 no Telecine Premium;

… e o maravilhoso “Em Busca da Terra do Nunca” ( Finding Neverland – 2004) que com seu elenco afiadíssimo (Johnny Depp, Kate Winslet, Dustin Hoffman…) conta a belíssima história de como J. M. Barrie se inspirou para escrever sua obra prima, o clássico da literatura lúdica Petter Pan. Seria necessário elencar milhares de adjetivos para descrever o quão lindo o filme é, então vou deixar de lado os superlativos e resumir dizendo que é perfeito e é um dos meus favoritos. Apenas vejam. Começa às 13:35 no Telecine Touch.

Para os saudosistas de plantão o momento “sessão da tarde” vem oitentista. “Cocktail” (1988) começa às 14:20 no Telecine Cult (é, é aquele filme do Tom Cruise bartender) #AsMinaPira

cocktail

Já o destaque da noite fica por conta de “Os Descendentes” (The Descendants – 2011) o  ótimo filme ganhador do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado e estrelado por George Clooney. O filme é uma eficiente combinação entre comédia e drama e é daqueles que dá para a família inteira assistir e sair todo mundo satisfeito. Começa às 22:00 no Telecine Touch.


Conclusão: no final das contas ver filme sempre é gostoso mesmo.

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Todas as faces do camaleão foram parar na vitrine: exposição sobre David Bowie abre as portas sexta-feira no MIS

Hoje vi que sexta é dia de rock, bebê!

David Bowie é dessas pessoas que parecem que nunca deixam de ser assunto. Seja por sua polêmica vida pessoal ou por  suas obras é inegável a influência comportamental, social e musical de Bowie em toda uma geração.

Seria muita pretensão dizer que é possível fazer uma varredura completa de uma pessoa que agrega ao mesmo tempo tantos personagens distintos, mas se esse objetivo foi ou não atingido é fato que a tentativa de fazê-lo foi nobre e em muito estilo. Chega ao MIS (Museu da Imagem e do Som) nessa sexta feira a maior exposição já feita sobre um artista pop: David Bowie, organizada pelo Victoria and Albert Museum (V&A) de Londres.

bowie 2

Com a presença de figurinos, performances e fotografias a mostra promete ser uma verdadeira viagem pela mente do “Camaleão do Rock” e  uma oportunidade de compreender melhor suas ricas referências. Além de ser uma manobra muito inteligente do MIS para manter um público que se tornou cativo após o sucesso da mostra sobre Stanley Kubrick.

Bowie não é apenas uma celebridade. Ele é de uma espécie rara que se pode chamar de “artistas”. A exposição não só é um prato cheio para os fãs como também uma ótima oportunidade para apresentar esse gênio de diversas faces para uma geração que ainda não as conhece propriamente.

Conclusão: escolher apenas três músicas do Bowie para ilustrar qualquer coisa é uma tarefa injusta e impossível.

Museu da Imagem e do Som
Avenida Europa, 158,
Jardim Europa,
São Paulo – SP

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A vida de Elis Regina chega aos palcos paulistas em Março

Hoje vi que as opções de teatro ficarão mais legais…

Elis foi e ainda é um dos grandes ícones da nossa MPB.  Influenciada pelas grandes divas do rádio, foi revelada nos festivais dos anos 60 e fez uma bela carreira no rádio e na televisão tendo agora sua vida transformada na peça “Elis, a Musical” (trocadilho entre a tradução literal do inglês para “o musical” e a musicalidade nata da Pimentinha), em cartaz durante derradeiras semanas no  Teatro Oi Casa Grande (a apresentação final acontece dia 2 de Março).

Após encerrar sua temporada no Rio o musical chega em São Paulo no dia 14 de Março no Teatro Alfa, onde deve permanecer até 13 de Julho.

Apesar da conturbada morte precoce da cantora e de seus vícios, o musical foge de temas considerados polêmicos e se foca na Elis como mulher e artista, percorrendo sua vasta contribuição ao repertório nacional. Como não poderia deixar de ser, também figuram na peça outros ícones da cena musical da época como Tom Jobim e Vinícius de Moraes.

A peça promete ser não só uma opção muito agradável de programa mas também uma oportunidade de se conhecer melhor a música popular brasileira através daquela que foi a sua maior estrela.

Conclusão: se eu fosse você me programaria para ir.

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Menos música e mais dinheiro no fenômeno de robotização das bandas

Hoje vi que eu só sei que nada sei…

Estava conversando com o meu amigo Osvaldo e comentei sobre o meu post de sábado e disse que tinha a impressão de que o Franz Ferdinand produzia apenas hits. Não que isso seja algum demérito, na verdade o Franz facilmente é uma das minhas bandas favoritas, estava apenas comentando sobre uma característica deles. Osvaldo então me fez uma pergunta interessante:

“Mas essa característica é da banda ou imposta pela gravadora?”

Confesso que não sei a resposta para essa pergunta. Não sei se Alex Kapranos sempre teve dom para ser um gênio do pop dançante ou se ele foi direcionado para fazer isso. Mas ao levantar essa questão, Osvaldo me fez lembrar de outra banda. Senhoras e senhores vamos então à verdadeira pauta desse post, o “Caso Bastille”.

Bastille é uma banda pop britânica que se juntou em 2010 formada por quatro rapazes (três bonitos e um bizarríssimo que parece a Velma de barba). O grupo lançou o seu primeiro álbum, intitulado “Bad Blood”, em 2013. Até aí tudo bastante normal (menos o cara que parece a Velma de barba). O problema é que as músicas que eram bastante charmosas e sinceras em versão acústica precisaram se tornar um pop eletrônico genérico para poder entrar no CD.

compare:

“Overjoyed” versão acústica:

“Overjoyed”, a mesma música, na versão ridícula que entrou no CD:

É fato que música eletrônica vende e as gravadoras não são instituições de caridade e  precisam de retorno financeiro para conseguirem se manter. Mas será que não existiria mesmo público para o “Bastille” original e ele precisava ser transformado no novo “Maroon 5” para poder vender? (Por falar em “Maroon 5”, lembram quando eles ainda tinham um som rock alternativo antes de ser necessariamente música de balada?)

E a questão é: as gravadoras cospem produtos iguais uns aos outros porque as pessoas querem ouvir músicas assim ou o público geral consome esse gênero de música porque é o único tipo que lhe foi oferecido? E do outro lado do disco? Será que os artistas se contentam apenas com dinheiro e visibilidade, calando a verdadeira manifestação de sua arte?

“Flaws”, a música deles que mais gosto, em versão acústica.

Arte é feita de interpretações e expressões individuais. A partir do momento que tiramos de um produto tudo aquilo que poderia lhe ser peculiar para torná-lo “consumível” e genérico não estaríamos nós esvaindo a mais pura expressão de humanidade justamente de seu elemento humano? Se manifestar artisticamente é intrínseco ao homem. Mas parece que tem se tornado cada vez mais difícil fazer isso propriamente.

Conclusão: A conclusão é que eu terminei esse post com mais perguntas do que quando comecei.

Teria o Professor Astro as respostas?

Teria o Professor Astro as respostas?

P.S. pra quem não lembra da Velma:

velma

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Quem diria que 1985 iria surgir do nada pra te salvar?

Hoje vi que o dia vai ser longo…

Coisas para fazer nessa segunda feira:

1- Acordar;

2- Basicamente é isso.

O TCM no entanto teve pena das pequenas almas de férias entediadas e colocou um filme bem “sessão da tarde” pra você curtir despretensiosamente e lembrar de como a galera dos anos 80 se vestia de um jeito ridiculamente delicioso. “Clube dos Cinco” (The Breakfast Club – 1985), um dos clássicos filmes jovens de John Hughes começa às 15:00.

 

O canal também não esqueceu da galera que trabalha. Começando às 22:00, o destaque da programação da noite fica por conta do maravilhoso “A Cor Púrpura” (The Color Purple – 1985) , de Steven Spielberg, com a lendária atuação da  então estreante Whoopi Goldberg que foi imediatamente elevada à condição de estrela (na verdade o filme é cheio de atuações brilhantes e inesquecíveis). “A Cor Púrpura” é um dos meus favoritos e é uma verdadeira aula de como emocionar com a mágica do cinema. Prevejo muitas lágrimas essa noite.

Conclusão: Se eu fosse você não perderia.

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