Tradições, escurinho e um bom catálogo: o Belas Artes está de volta!

Hoje vi que logo logo vai ter mais um lugar legal para passear…

“Eu adoro essa parte. A luz vai se apagando, devagarzinho. O mundo lá fora vai se apagando, devagarzinho. Os olhos da gente vão se abrindo, daqui a pouco a gente não vai nem mais lembrar que tá aqui.”. Essa fala do filme “Lisbela e o Prisioneiro” define de forma bastante lírica o sentimento inexplicável proporcionado pelo cinema. Quem é cinéfilo sabe: ir ao cinema é mais do que um passeio. É uma sensação, um vício, uma coceira que não passa até você sentar na sala de projeção novamente e que volta pouco depois de sair dela. Lisbela ama o cinema. E se ela vivesse em São Paulo estaria extremamente feliz em saber que o Cine Belas Artes será reaberto.

lisbela

O Belas Artes, inaugurado em 1943 sob o nome de Cine Ritz, estava fechado desde o começo de 2011 e agora graças ao apoio financeiro da Caixa Econômica Federal será aberto novamente, com o nome de Cine Caixa Belas Artes e sob a batuta de André Sturm. Se assistir à filmes por si só é um ato de descoberta, poder fazer isso em uma das mais tradicionais salas da cidade é um meio de participar ativamente da história paulistana e desvendar muito de seu charme.

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Podem existir aqueles que questionam a validade do cinema como patrimônio histórico por sua arquitetura que não justifica o título. Pode até aparecer um ou outro que se mostre pouco saudoso ao cinema que tinha muitas escadas. Mas é fato que o Belas Artes permanece no imaginário de São Paulo como uma sala de referência no circuito alternativo. Além de que é  bastante nostálgico poder voltar a frequentar o cenário das crônicas de adolescência da sua mãe, da época em que ela ia “namorar no cinema depois do colégio”.

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O cinema que já sobreviveu à um incêndio em 1982 e teve seu prédio recentemente ameaçado de virar uma loja vê nessa reinauguração (prevista para maio) apenas mais um capítulo de sua história. A única certeza é a de que o Cine é uma instituição perene no afeto paulistano. Se ele será mera ruína dos tempos áureos de outrora ou ressurgirá poderoso das cinzas ainda não podemos saber. Recorro novamente então às palavras da nossa cara Lisbela:

“É sempre assim.  A graça não é saber o que acontece. É saber como acontece e quando acontece. A gente vai conhecer um monte de pessoas novas, um monte de problemas que a gente não pode resolver, que só eles podem. Vamos ver como. E quando. Está começando.”

Conclusão: Se eu fosse André Sturm manteria “Medos Privados em Lugares Públicos” na sessão das 14:40 #FicaADica

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2 pensamentos sobre “Tradições, escurinho e um bom catálogo: o Belas Artes está de volta!

  1. Nathalie disse:

    Olá, sou estudante de jornalismo e estou desenvolvendo meu TCC sobre o Cine Caixa Belas Artes. Gostaria de saber como funciona a política de direitos autorais de vocês pelas fotos do cinema. As fotos estão muito boas e eu gostaria de utilizá-las no meu projeto. Aguardo retorno! Atenciosamente, Nathalie

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