Temporada de Inverno RTW de Nova Iorque PARTE DOIS!

Estão prontos pra continuar a ver o que aconteceu de mais legal na NYFW? Então vamos lá! Para quem perdeu, fica recomendada a leitura da Parte 1.

MICHAEL KORS

Michael Kors, a marca número um dos relógios (originais ou não) das madames e presença constante no panteão das grifes “pede pra tia trazer de Miami” trouxe para as passarelas uma coleção boho-chic, revelando o outro lado da tendência retrô, menos Cassino e mais Hair, tudo com a sobriedade normalmente associada ao inverno. Uma coleção coesa porém nada inovadora e bastante comercial.

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OSCAR DE LA RENTA

Deixando as polêmicas no inverno anterior que deu o que falar com a forte influência de Galliano sobre as peças, o sultão do suave vem para essa temporada fiel a seu ideal retrô da elegância feminina. Cinturas marcadas e uma silhueta sessentinha chegam na máxima expressão em vestidos de bolinha e não adianta a grande massa da moda apontar para os anos 70: Oscar de La Renta continua na escola do New Look e não decepciona os já fãs de sua visão sonhadora do mundo.

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RODARTE

Os lenços da barraca de pintura em seda ficaram no inverno passado. Esse ano o inverno anos 70 da Rodarte as vezes fica quase 90 no seu folk-meio-grunge. O resultado é um visual adolescente de filme antigo moderninho, quase como uma nova Garota de Rosa-Shocking (“John Hughes likes that”). Bem pop!

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RALPH LAUREN

Contrariando o inverno passado coeso em sua coleção preppy vitoriana,  a coleção desse ano da Raplh Lauren vem com referências plurais. O desfile começa em uma leitura preppy de cores pop explosivas e sem muita transição caímos num cenário folk que levemente toma tons de rock e depois dará lugar ao minimalismo de cores lavadas. Se individualmente as propostas parecem conceitualmente fortes e interessantes é impossível deixar de dizer que juntas soam bastante confusas e não fica clara qual é a visão da grife para a temporada. Ou será que o conceito é justamente a confusão de referências e a liberdade de vestir o que se tem vontade?

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PROENZA SCHOULER

Se a temporada passada foi marcada pelo minimalismo em preto e branco, a grife esse ano nos traz cores, sóbrias porém ainda cores. Estava presente o azul cobalto, o verde esmeralda, o vinho… Se não é surpresa nenhuma ver essa paleta de cores em coleções de inverno inusitado foi seu uso combinado com animal print e psicodelia em modelagens oitentistas, com alguns looks que pareciam uma releitura sisuda de Physical. No mínimo interessante.

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MARC JACOBS

Marc Jacobs continua com sua identidade estética forte, porém sem cair na mesmice. engraçado porém observar que seu inverno anterior estava repleto da influência glamourosa das peles e tecidos brilhosos que vimos em vários desfiles dessa temporada. E se na temporada passada foi hora de brilhar, esse ano Marc apaga as luzes e opta pelo distanciamento etéreo de cores frias e tecidos fluidos e pela simplicidade de fibras planas em tons terrosos. E mais uma vez Marc mostra estar sempre um passo na frente de todo mundo.

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RESUMÂO

Proenza Schouler trouxe uma coleção anos oitenta cheia de conceito porém de gosto duvidoso, bem diferente de Oscar de La Renta, que continua fazendo roupas para as Barbies do século 21 e cria os vestidos de baile que a gente queria ter no figurino das nossas vidas. Michael Kors, Rodarte e Ralph Lauren estão apostando no Folk. Na verdade Ralph Lauren está apostando basicamente em tudo o que é um jeito educado de dizer que não está muito confiante em aposta nenhuma. A Rodarte também traz estampas de referência à cultura pop fazendo uma ode ao adolescente geek. Marc Jacobs é visionário e entregou agora a coleção que todo mundo vai fazer no ano que vem, porque a desse ano ele já tinha feito ano passado. Ele quer ver cores frias e uma atmosfera enevoada e etérea e a vontade do rei é lei.

COISAS QUE A GENTE VAI VER NA RUA E NAS VITRINES

Não precisa nem ver todas as coleções pra entender que o estilo Cassino-ostentação do final dos anos 70 vai invadir a sua vida, né? Muito cetim, veludo molhado e cores saturadas e está parecendo que essa tendência vai permanecer por um bom tempo então vale a pena investir e aderir. A outra maneira de louvar o retrô para quem quer menos ostentação é apelar para o visual rústico cheio de bossa do folk. Também vamos ver uma alfaiataria bem acabada e muita volúpia (ui!) e sempre podemos contar com o estilo sessentinha que desde que voltou pra moda não saiu mais. Vale notar que depois de tanta luta para a liberdade de poder mostrar o corpo a tendência está cada vez mais forte para que os comprimentos das saias baixem novamente, o que não significa que as minis serão abandonadas mas sim que agora está valendo tudo.

P.S.: O post será atualizado conforme foram lançados os vídeos com os desfiles.

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Um pensamento sobre “Temporada de Inverno RTW de Nova Iorque PARTE DOIS!

  1. […] e na quantidade de grifes, por isso optei por dividir o post em duas partes. Mas sem drama porque a parte dois vem logo na sequência! Agora então se prepara, faz carão e vem comigo conferir o que rolou de […]

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