Arquivo mensal: fevereiro 2015

Vestidos prediletos do Red Carpet

Pra encerrar de vez esse papo de Oscar e permitir que a vida siga adiante, eu não resisto e comentarei sobre os meus vestidos prediletos que passaram pelo tapete vermelho.

Primeiro vou fazer uma lista especificando o meu Top 5 e, vale lembrar, o único critério para essa avaliação foi o meu gosto pessoal mesmo.

oscar oprah

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O Pantone inteiro de tons de cinza

Pois enfim fui ver o tal “Cinquenta Tons de Cinza” (Fifty Shades of Grey – 2015). O filme que se originou da série de livros que até me enganou com esse nome bacanérrimo – pra quem não sabe, “shades of grey” é uma expressão utilizada em inglês quando se quer dizer que as vezes as coisas não são tão radicais, preto no branco, etc. – mas que na verdade é tudo uma grande bobagem.

50 shades

Não contente em ter cinza no título e no nome do cara, o filme nos lembra constantemente do que estamos assistindo porque TUDO é cinza. Tudo. As gravatas do Sr. Grey, a casa do Sr. Grey e até a bolsa Prada da mamãe Grey, nada foge da monótona paleta de cores frias. O filme, que mais parece um especial de duas horas de algum programa de decoração de interiores, passeia pelo closet, pela casa e pelo escritório do Sr. Grey e nos deixa chocados de que todo esse ambiente de “sala limpa” e rigor digno de T.O.C seja cenário para o pornozinho pop dessa geração.

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E o Oscar já foi…

A entrega dos Academy Awards coloca de vez um ponto final na temporada de premiações 2015. Mas pra gente poder seguir em frente e começar a se preocupar com a Award Season 2016, vamos comentar o evento.

oscar neil

De modo geral o resultado foi bastante satisfatório, não? Com nenhum prêmio entregue para alguém que não merecesse, a premiação também se permitiu não ser completamente previsível a ponto de ficar interessante. Sem grandes injustiças, sobra apenas espaço para algumas decepções justificáveis apenas por razões que a própria razão desconhece.

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Pressentimentos, calafrios e últimas apostas para o Oscar 2015

Corre que ainda dá tempo de dar um tapa nesse cabelo, estourar uma pipoca e chamar os amigos pra ver aquele monte de gente bonita que a gente ama fingindo cara de surpresa!

meryl

Eu já fiz as minhas apostas para as categorias principais aqui, e apesar de me manter com elas estou com calafrios. Acho que a noite pode ser cheia de surpresas como não era há muitos anos. Ou não, talvez todo mundo continue ganhando a mesma coisa e os bolões estejam a salvo. A surpresa boa que pode acontecer é Birdman ganhar como melhor filme (apesar de eu preferir Boyhood e de Whiplash ser melhor do que os dois juntos). A surpresa ruim é MINHA AMIGA, IMAGINA SE O SNIPER LEVA ALGUMA COISA HEIM??? Enfim. Só nos resta aguardar por esses momentos.

Deixo então aqui algumas apostas técnicas e outras coisas que faltavam.

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Renovando o check in no Hotel Budapeste

Quando começamos a ver o filme, damos de cara com Wes Anderson. Em forma e conteúdo, vemos um gênio nos conduzindo por mais um de seus contos pitorescos onde seus inconfundíveis humor e plástica farão o serviço de nos contagiar mais uma vez com uma história improvável. E com os primeiros acordes da linda trilha sonora de Alexandre Desplat somos então apresentados à doçura de “O Grande Hotel Budapeste” (The Grand Budapest Hotel – 2014).

budapest 4

Localizado em uma imaginária república européia, o Hotel ganha liberdade total para existir dentro do universo de sonho de Wes Anderson, onde as situações ali imaginadas podem até ter paralelo com eventos reais, porém sem ter que comprometer-se com nenhuma regra. E assim o roteiro que mistura guerra, crime, romance e comédia pode se desenrolar de modo a entreter o espectador em um modo muito genuíno de se fazer Cinema.

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Aquele filme do neném de plástico…

“Sniper Americano” (American Sniper – 2014) é um filme que pode muito bem ser perdido. O novo longa de Clint Eastwood não tenta disfarçar em nenhum momento que é propaganda de um “way of life” que a gente prefere fingir que não existe na América.

Exaltando o que de pior existe na parte superior do continente, vemos uma direção que nos manipula desde o princípio para distorcer e suavizar a realidade que está ali sendo apresentada. O protagonista, o suposto herói interpretado em mais uma performance insossa de Bradley Cooper, aprendeu a caçar enquanto ainda menino. Porque matar deve ser mesmo um esporte valoroso para ser transmitido para uma criança e não é errado, afinal todo mundo foi pra Igreja depois disso. O pai do protagonista fala que não vai criar nenhum filho covarde, mas também não valentão. A violência é exaltada como a virtude máxima quando é feita em nome da defesa de um inocente.  O que seria um discurso até que muito bonito se o pai grande e forte não estivesse tirando o cinto na mesa de jantar para ameaçar seus filhos crianças pequenas.

O protagonista, agressivo, muito agressivo, vê na televisão a notícia de um atentado terrorista. Tivesse ele ficado indignado com a barbarie do ato, tudo bem, o problema é que ele vê ali sua verdadeira vocação: ele sabe que está predestinado a matar essa gente toda. E assim então surge o sniper mais letal da história dos EUA. Assustador.

sniper

 

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Birdman: a evidente virtude de um trabalho bem feito

Pode até ser que a imprensa geral tenha caído em cima de Boyhood e de sua filmagem espalhada ao longo de 12 anos, mas na comunidade cinéfila as atenções estavam todas voltadas para “Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)” (Birdman – 2014). Na verdade, os filmes do mexicano Alejandro González Iñárritu – que também dirigiu os famosos Babel e Biutiful, por exemplo – sempre recebem atenção por sua grande qualidade técnica, atenção essa que “Birdman” lindamente decidiu honrar.

birdman 3

Em seu melhor (dentre outros bons) filme até agora, Iñárritu nos insere dentro de um teatro e nos conduz com sua câmera flutuante para seguirmos alguma das figuras que ali habitam, uma de cada vez, para desvendarmos a história que vai se desenrolar ao longo das duas horas seguintes.

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Ida – a noviça jamais rebelde

“Ida” (2013) conta a história de Anna, uma noviça que antes de prestar seus votos e tornar-se definitivamente freira, sai pela primeira vez do convento para encontrar sua única familiar, sua tia Wanda (Agata Kulesza). Ao entrar pela primeira vez no mundo, Anna descobre que na verdade nasceu Ida e parte em uma road-trip com sua tia em busca de um passado em comum mas a viagem, como de praxe, logo se revela em uma busca de Anna por ela mesma.

ida 2

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Try (Just A Little Bit Harder) – a perfeição que não cai do céu com Whiplash

“Whiplash: Em Busca da Perfeição” (Whiplash – 2014) não apenas disserta sobre perfeição técnica como também beira esse objetivo. O melhor filme da Award Season além de ser uma verdadeira aula sobre como se fazer cinema é a síntese de várias emoções que circundam veladamente a produção artística.

O filme – escrito e dirigido por Damien Chazelle – conta com várias ideias bastante radicais a respeito da Arte e tinha tudo para ser tremendamente polêmico… mas foi tão bem executado que os espectadores, arrebatados, podem até ter comprado o debate do filme e refletido sobre ele mais tarde, mas antes se deixaram elevar para um estado de êxtase que só o Cinema em sua mais perfeita forma e execução é capaz de proporcionar.

whiplash 1

O roteiro nos apresenta a Andrew Neiman, interpretado lindamente por Miles Teller, um estudante de música que diferentemente da maior parte de seus pares não se contenta com um resultado medíocre. Neiman sabe que sua existência física é mero receptáculo para uma Arte que tem poder para transcender as barreiras do tempo e da morte, e está inteiramente disposto a abrir mão de qualquer outro tipo de desejo secundário para atingir o topo.

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O universo paralelo de “Dois dias, uma noite”

Em “Dois dias, uma noite” (Deux jours, une nuit – 2014) vemos uma talentosa Marion Cotillard tentando nos convencer com sua interpretação sincera e humana em um roteiro que, honestamente, não dá muita margem para isso.

O argumento do filme pode até ser interessante – uma mulher em recuperação de depressão deseja retornar ao trabalho, porém descobre que foi realizada uma votação onde os demais funcionários da fábrica desejaram obter seu bônus de fim de ano ao invés de permitir a reintegração da funcionária afastada. Cabe a ela então a tentativa quase impossível de persuadí-los a abrir mão de uma grande soma de dinheiro à favor do emprego dela.

marion

 

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