O superbonitinho “A Teoria de Tudo”

Stephen Hawking é uma das maiores mentes científicas da nossa geração. Ele também é famoso por conviver há 52 anos com uma doença degenerativa que supostamente deveria tê-lo matado aos 23. Pelo que ele não é famoso é, por além de tudo isso, ser também filho, irmão, marido, amigo e pai. Por detrás dos holofotes, a vida real de Stephen Hawking é colocada em foco no concorrente ao Oscar “A Teoria de Tudo” (The Theory of Everything – 2014).

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Com roteiro adaptado do livro de Jane (primeira esposa de Hawking), o filme é contado com a inconfundível doçura de falar de quem se ama. E que doçura. A bonita fotografia e trilha sonora perfeita criam cenário para Eddie Redmayne retratar, em uma performance comedida e certeira, o homem que foi companheiro de Jane (interpretada por Felicity Jones) desde os tempos de faculdade pelos quase 30 anos que se seguiram.

Em um foco que parte do íntimo ao público, a história segue Hawking desde sua vida na universidade como aluno prodígio e paquerador tímido até o pavoroso diagnóstico que chegou quando tinha 21 anos e lhe deu apenas mais dois de vida. O roteiro então conduz o espectador por um caminho onde a cada nova descoberta que poderia ser destruidora, Stephen foi apoiado por sua família e amigos e conseguiu transformar uma sentença de morte em uma vida plena.

Sem apelar pro dramalhão que uma sinopse rasteira possa sugerir, o filme na verdade é um belo exercício de afeição. Em suas duas horas de duração vemos ali a prática do amor em suas mais variadas expressões e nos pegamos profundamente conectados àquelas pessoas e suas histórias. Quando rimos ou choramos não o fazemos com o distanciamento de quem se emociona com uma história, mas como se participássemos dela.

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O filme é britânico por excelência. Belíssimo, porém preso à uma direção não exatamente original. O timing, o humor, a elegância, tudo ali apesar de se passar em uma sala de cinema sugere BBC ONE. Se isso significa o melhor ou pior tipo de filme possível, cabe à perspectiva de quem o vê. Em quesito de premiação, o filme será imortalizado pela atuação de seu protagonista. Mas também é agradável a indicação do filme à categoria principal porque mesmo que sua técnica não seja especial a ponto de sustentar sua candidatura, sua candura e beleza merecem sim lembrança.

A Teoria de Tudo segue em cartaz nos cinemas e é daqueles filmes que dá pra se ver quantas vezes ele estiver passando.

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3 pensamentos sobre “O superbonitinho “A Teoria de Tudo”

  1. […] A Teoria de Tudo – indicado à Melhor Filme; Melhor Ator (Eddie Redmayne); Melhor Atriz (Felicity Jones); Melhor Roteiro Adaptado (Anthony McCarten); Melhor Trilha Sonora (Jóhann Jóhannsson) […]

  2. Ariádne disse:

    Gabi! Vi Esse Filme No Dia Que Estreiou! Você Tem Imensa Razão Quando Diz Que Ficamos Conectados Com A História Dos Dois. Fiquei Imaginando Como Seria Se Eu Estivesse Na Situação Da Moça.
    ótimas Palavras!

    Beijos, Ari Do Etapa ahahahahah

    • Gabriela N. disse:

      Oi Ari querida, tudo bem?
      Pois é, o filme não dá aquela sensação de que a gente está ali dentro se divertindo e dando risada junto com eles? hahaha é um filme tão querido!
      Beijo querida!

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