Renovando o check in no Hotel Budapeste

Quando começamos a ver o filme, damos de cara com Wes Anderson. Em forma e conteúdo, vemos um gênio nos conduzindo por mais um de seus contos pitorescos onde seus inconfundíveis humor e plástica farão o serviço de nos contagiar mais uma vez com uma história improvável. E com os primeiros acordes da linda trilha sonora de Alexandre Desplat somos então apresentados à doçura de “O Grande Hotel Budapeste” (The Grand Budapest Hotel – 2014).

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Localizado em uma imaginária república européia, o Hotel ganha liberdade total para existir dentro do universo de sonho de Wes Anderson, onde as situações ali imaginadas podem até ter paralelo com eventos reais, porém sem ter que comprometer-se com nenhuma regra. E assim o roteiro que mistura guerra, crime, romance e comédia pode se desenrolar de modo a entreter o espectador em um modo muito genuíno de se fazer Cinema.

Com uma familiar atmosfera em parte onírica, em parte lúdica, o diretor consegue encantar mais uma vez, sempre apoiado por um talentoso elenco que dessa vez vem mais vasto do que nunca. Com a maior concentração de pessoas famosas por metro quadrado, o cast do filme traz algumas figurinhas carimbadas, mas a grande surpresa é Ralph Fiennes que trabalhou pela primeira vez com Wes Anderson para dar vida à um dos melhores personagens já criados por ele, o cortês Monsieur Gustave.

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Monsieur Gustave é um cavalheiro fora de seu tempo, porém como o próprio filme afirma, sustenta sua ilusão de mundo com muita graça. Ele é o legendário concierge do Hotel Budapeste e vive suas aventuras sempre seguido pelo seu fiel pupilo Zero (Tony Revolori) que, muitos anos mais tarde (interpretado agora porF. Murray Abraham) , decide sentar e contar a biografia de seu tutor.

O trabalho do diretor pode até ter uma legião de fãs fiéis, mas até então nunca tinha sido devidamente reconhecido. É chocante descobrir que o “O Grande Hotel Budapeste” foi o primeiro filme do diretor a ser indicado à Melhor Fotografia, Melhor Diretor e Melhor Filme. E não é só a Academia que esnoba Wes Anderson, esse ano também foi sua estréia na categoria de Melhor Direção do Globo de Ouro. É um grande motivo de celebração que com essas indicações o público geral tenha maior acesso ao trabalho peculiar desse artista único.

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Um pensamento sobre “Renovando o check in no Hotel Budapeste

  1. […] O Grande Hotel Budapeste – indicado à Melhor Filme; Melhor Direção (Wes Anderson); Melhor Roteiro Original (Wes Anderson e Hugo Guinness); Melhor Fotografia (Robert D. Yeoman); Melhor Trilha Sonora (Alexandre Desplat ); Melhor Edição (Barney Pilling); Melhor Direção de Arte (Adam Stockhausen e Anna Pinnock); Melhor Figurino (Milena Canonero); Melhor Maquiagem (Frances Hannon e Mark Coulier) […]

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