Arquivo mensal: março 2015

Caráter e um pouquinho de mágica: o novo e ótimo filme da Cinderela

Poucas coisas fazem menos sentido do que essa moda de recontar os contos de fadas. Com roteiros mal trabalhados e direção sem brilho, esses filmes surgiram do nada e praticamente ninguém gosta de fato deles, parece até que só existem para nos irritar e destruir as histórias que amamos. Ou pelo menos essa era a situação até agora.  Pra acabar de vez com essa maré de azar, Disney fez sua mágica e convocou a mais nobre de suas monarcas: “Cinderela” (Cinderella – 2015).

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Operação Big Hero

Confesso que sou bastante displicente no que diz respeito à animações. Não que eu não goste delas, mas raramente as assisto. Acho que boa parte da culpa disso vem do fato de minha memória afetiva associar “desenho” às saudosas animações 2D da Disney e meu cérebro não conseguir simpatizar muito com esses personagens computadorizados. Mas é claro que tudo isso se dissipa quando a história é envolvente, como é o caso de “Operação Big Hero” (Big Hero 6 – 2014).

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Ah, look at all the lonely people – “Dois Lados do Amor” e a experiência individual do sofrimento

“Dois Lados do Amor” (The Disappearance of Eleanor Rigby: Them – 2014) é a versão condensada do ambicioso projeto de estreia do diretor e roteirista Ned Benson: retratar dois lados de um rompimento mostrando formas distintas de se vivenciar a dor. Para isso rodou dois filmes que contavam uma mesma história, um pela perspectiva “dele” e outro da “dela”.

A interessante proposta que deu o que falar em festivais e pôde ser apreciada em um restrito circuito de arte no exterior, no entanto, não chegou até aqui. Nos resta então nos contentarmos com a alternativa mais comercial da obra, que mistura cenas dos dois filmes e estreou nos cinemas nessa quinta-feira.

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Revisitando “Desejo e Reparação”

De vez em quando nada melhor do que se entregar à segurança das coisas que já amamos. Sem grandes espaços para surpresas ou decepções, pode ser bastante interessante se abrir para uma nova leitura de uma obra já tida como favorita. Pensando nisso, hoje escrevo sobre “Desejo e Reparação” (Atonement – 2007), um dos meus “DVDs de cabeceira”.

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Atonement começa em um dia particularmente quente que vai ser o pior da vida de Briony (espetacularmente interpretada por Saoirse Ronan), uma criança exposta a pequenos mal entendidos que se acumulam até estourarem em uma tragédia. As maiores vítimas da história são o simpático casal interpretado por Keira Knightley e James McAvoy, que inocentemente julgavam que aquele seria o verão de suas vidas.

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“O Juiz” e o legado familiar

Antes de começar esse post, cabe uma ressalva. Enquanto o poster até enganava e vendia uma imagem de Law and Order, o trailer sempre foi honesto: “O Juiz” (The Judge -2014) é sobretudo um filme sobre família.

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Todo filme de reencontro que se preze segue a mesma cartilha: a ovelha desgarrada retorna ao lar e é forçada a lidar com um passado mal resolvido.”O Juiz” não é diferente. O filme conta a história de Henry (Robert Downey Jr.), o típico advogado playboy que, ao retornar à sua cidade natal, se vê obrigado a encarar alguns valores que tinha optado por esquecer.

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Para sempre Alice… só que não exatamente.

“Para Sempre Alice” (Still Alice – 2014), o filme que rendeu à Julianne Moore seu primeiro Oscar como Melhor Atriz, conta a história de Alice, acadêmica altamente graduada e professora universitária que recebe um diagnóstico precoce do mal de Alzheimer.

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O filme, assim como Alice, é muito eloquente. Seja nas sempre muito bem colocadas palavras de Alice, seja com a direção inteligente que consegue capturar o sofrimento na incapacidade de realizar as menores tarefas cotidianas, o longa se revela como um retrato sincero e respeitoso da realidade de conviver com essa doença.

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Os cavaleiros modernos de Kingsman

Dando um chega pra lá nas franquias de agências “sérias” que tentam sem muito sucesso abordar o inverossímil de modo adulto e sisudo, chega às telas “Kingsman – Serviço Secreto” (Kingsman: The Secret Service -2014), para nos lembrar de que as histórias de espionagem encontram sua verdadeira vocação na canastrice.

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Desde que Jason Bourne acordou naquele barco sem se lembrar de quem ele era o mundo dos filmes de espião nunca mais foi o mesmo. Como indústria eficiente, Hollywood não perdeu tempo em reproduzir o modelo que se tornou sinônimo de sucesso comercial: agora apesar de suas habilidades sobre-humanas e de gadgets impossíveis, os agentes de espionagem deveriam ser “sérios” e supostamente “realistas”. A prova máxima desse fato é de que até o novo Bond, agora na pele de Daniel Craig, foi obrigado a seguir essa cartilha.

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Com pequenos atos cria-se alicerce para um monstro – Leviatã e a corrupção como instituição

“Leviatã” (Leviafan – 2014) é daqueles filmes bons para quando a vida parece ser muito difícil porque nos deixa com a clara certeza de que tudo poderia ser infinitamente pior. O representante russo na categoria de “Melhor Filme Estrangeiro” usa como alegoria a história de um homem comum para retratar a impotência de um indivíduo diante de um Estado corrupto.

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De volta para o futuro, de novo e de novo

Todo mundo tem “aquele” filme que já viu milhares de vezes mas que nunca perde a graça. Para mim, um desses filmes é “De Volta para o Futuro” (Back to the Future – 1985). No clássico de ficção científica, o cara mais legal do mundo (o inesquecível Doc de Christopher Lloyd) descobre como viajar no tempo e seu assistente, o garoto mais legal do mundo, acidentalmente se torna o primeiro humano capaz de voltar ao passado.

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Claro que tal fato pode ter consequências muito sérias. Desavisado, o menino altera drasticamente sua história e se vê obrigado a corrigir isso antes de voltar para sua época, numa desesperada tentativa de garantir o próprio futuro.

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Simplesmente acontece… porém com ninguém da vida real

As comédias românticas em geral se valem do artifício de acontecerem em um universo paralelo onde tudo sempre dá certo no final. E isso não tem o menor problema. As vezes tudo o que você precisa é descansar um par de olhos cansados em uma fita onde todo mundo é bonito e a vida até finge que vai ser difícil, porém a magia do cinema coloca tudo de volta no seu lugar. Pra quem procura um filminho bobinho/bonitinho/engraçadinho, a pedida da semana é “Simplesmente Acontece” (Love, Rosie – 2014).

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