O filme do E.T. e aqueles momentos simples que mudam completamente nossas vidas

De molho aqui em casa, perdi as estreia do novo “Poltergeist” e de “A Incrível História de Adaline” (que devo ver assim que possível, então podem aguardar essas postagens aqui no blog). Mas para não deixar o site parado e também porque minha mente nunca se afasta muito do cinema, resolvi escrever sobre o filme que talvez não seja o meu grande favorito, mas com certeza é o mais importante para mim : “E.T. – O Extraterrestre” (E.T. the Extra-Terrestrial – 1982).  Ou seja, talvez essa postagem acabe soando pessoal demais e destoe um pouco do padrão de objetividade que tento manter aqui na página…

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A história do E.T. você já deve conhecer – e se não conhece deveria correr e comprar esse DVD agora mesmo. Um alienígena se desgarra da sua turma durante uma expedição e fica perdido na Terra. Mais solitário do que ele somente o menino que será seu anfitrião, o pequeno Eliott (Henry Thomas), filho do meio e sem muitos amigos, ele descobre o indefeso alien e resolve lhe oferecer abrigo e carinho.

A presença do E.T ali serve não só para passar para as crianças uma boa mensagem de amor e aceitação com aquilo que é diferente, mas ao terem que manter a presença do visitante em segredo, os 3 irmãos (interpretados além de Thomas por Drew Barrymore e Robert MacNaughton) reestruturam todo o seu mundo infantil em torno de um pacto de confiança e companheirismo se descobrindo, de fato, como irmãos.

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A aliança entre as crianças e o E.T. funciona como uma bonita metáfora do que podemos aprender e oferecer ao nos doarmos para os outros. E o filme que, na minha opinião é a obra máxima do diretor, mostra como Spielberg é capacitado para aliar belas músicas e imagens para atingir emoções muito primitivas em seu espectador, afinal o E.T. pode ter vindo dos confins do espaço mas o filme é sobre os conhecidos sentimentos de ser uma criança e manter uma rotina em família.

O filme transita com muita confiança pela emoção proporcionada pela aventura e pela tristeza de despedir-se dela, mas antes disso parte do susto. O medo refletido no rosto de Elliott e do E.T. durante seu primeiro encontro podia ser também refletido no meu que, quando ainda criança, vi o filme pela primeira vez. Assim como os personagens do filme, eu acredito que também sabia que meu mundo nunca mais seria o mesmo.

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E.T. foi o primeiro filme sem ser de animação que eu vi no cinema. Me lembro perfeitamente de quando a minha mãe, com muita relutância da minha parte, me arrastou para a exibição de um filme cujo assunto eu temia profundamente. Existem crianças que tem medo da loira do banheiro ou do homem do saco. Eu tinha medo de extraterrestre.

Minha mãe, que não aguentava mais me ver correndo pela casa fechando todas as janelas para prevenir que os invasores do espaço adentrassem durante a noite, achou que o mestre Spielberg aplacaria meus medos e acalmaria meu sono. O que ela não poderia prever era que, assim como Elliott, o E.T. me encantaria de tal maneira que aquela tarde despretensiosa definiria completamente o meu destino. O E.T. não só me converteu em uma fã de ficção científica, mas basicamente me mostrou o quanto que a sétima arte é capaz de comover e me apresentou à mágica do cinema, paixão que me acompanharia durante toda a vida.

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