They are here… AGAIN. O novo Poltergeist

Remakes em geral são um assunto polêmico. Os defensores afirmam que a modernização e novas tecnologias são essenciais para contagiar a nova geração, já os puristas contrários à prática acreditam que a história não perde valor simplesmente por ter sido filmada em uma época que talvez esteja defasada. Confesso que pertenço ao segundo grupo, mas fui com a mente aberta e pronta para me divertir assistir ao novo “Poltergeist: O Fenômeno” (Poltergeist – 2015).

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Se existe algo que podemos afirmar sobre esse remake é que ele é honesto. A despeito de mudanças que contribuíram significativamente para empobrecer a trama, ao menos podemos garantir que o filme se mantém fiel ao seu “espírito”. Poltergeist sempre foi mais uma “aventura sobrenatural” do que “terror” propriamente dito, e o novo roteiro, baseado no original de Spielberg, conserva esse lado pueril.

Claro que as crianças de 2015 não são as mesmas de 1982, então o filme novo apesar de manter o susto na dieta light é significativamente mais gráfico do que o seu antecessor. As ameaças são muito mais físicas e o desconhecido agora traja faces horrendas, mas me arrisco a supor que o efeito desse filme nos jovens de hoje será equivalente à impressão que o clássico deixou nos anos 80.

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O novo filme, entretanto, tem uma grande falha. E o maior problema não está na ausência de personagens carismáticos como Tangina ou na falta da presença fantasmagórica da antiga Carol Anne, mas sim no roteiro que remove o elemento de afeto que existia entre a casa e a família.

Agora os Freeling Bowen sequer gostam da casa que vivem e estão lá obrigados por uma situação econômica desfavorável, o que foi uma péssima decisão em termos dramáticos, pois muito mais nefasto descobrir uma presença maligna em um lar que você ama. Em 2015 a família já tem que lidar com tantos problemas que a assombração perde seu ar especial e inevitavelmente soa como mais um ponto negativo na vida daqueles que já estão presos à uma tremenda maré de azar.

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3 pensamentos sobre “They are here… AGAIN. O novo Poltergeist

  1. Fã_Cinema disse:

    Interessante a opinião da nova, nova geração, nascida nos anos 90 ou mesmo 2000…
    Concordo neste texto que este filme peca mais por retirar a emotividade da família com a casa. Mas é que nesse aspecto os autores fizeram o mesmo que na década de 80: situaram a história na realidade actual. Em 80, existiu um “boom”, toda a gente queria prosperar e possuir habitações. Foi o exemplo daquela família saída da era hippie. Em 2015, ninguém prospera porque a crise não deixa. Logo, no primeiro filme, a família estava a realizar um sonho, naturalmente desejavam muito aquela casa. No segundo, a família procura uma boa casa a um preço acessível e barato. Portanto, não tem necessariamente de gostar dela.

    Ambos os filmes são óptimos e cumprem aquilo que pouco se vê atualmente na cinemagrafia: têm lógica. Não vivem para o sensacionalismo só por si.

    O que menos gostei? Da falta de cumplicidade entre os pais.
    O que mais gostei? Do filme se manter fiel nos detalhes todos, principalmente à cena de abertura, mas apresentando logo a era em que estamos, mostrando as crianças a brincar com a tecnologia – o tablet e o drone, no chat no computador, ao invés de andar de bicicleta na rua e a conduzir carros telecomandados – o último “grito” na década de 80! :D

    Qual o “último grito” desta década? – Drones.
    E adivinhem lá… está incluido no filme.

    Deviam ver mais filmes de eras mais antigas, para ter uma noção do comecinho do cinema. Iisto dos filmes pouco mais de um século tem e por isso é fácil fazer um apanhado até mundial de cinemografia e ganhar umas luzes gerais. Valerá a pena!

  2. Eu não vi o original, então só posso falar em relação a esse novo, e devo dizer que foi uma das piores experiências que eu já tive ao ver um filme.
    Achei o filme completamente sem foco, os personagens são todos imbecis, e o próprio filme não se leva a sério.
    A única coisa que esse filme me fez sentir foi ódio. Talvez se eu tivesse visto na zoeira com mais pessoas fosse mais agradável.

    • Gabriela N. disse:

      hmm pois é… confesso que Poltergeist não me pega também (nem o original nem o remake), o jeitão da história não me agrada. Mas bom, o filme é esse, sabe? Poltergeist é isso, é pra não ser levado a sério… Não acho o filme “pior” por não gostar dele, acho que ele tem o seu público.
      Então pensando por esse lado, achei o remake honesto (apesar de, como mencionei, absurdamente inferior ao original em diversos pontos), mas não é um filme que eu vá ficar assistindo.

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