Cinco motivos para ver (ou não) “O Melhor de Mim”

Todo ano chega aquele momento em que você vai ao cinema e se depara com mais um longa adaptado dos romances de Nicholas Sparks, o que por si só costuma ser suficiente para determinar se você assistirá ou não ao filme. Pensando nisso e nos sentimentos completamente opostos que as produções relacionadas ao autor despertam, escrevi o post de hoje num formato diferente. Então vamos aos cinco motivos para ver ou para fugir de “O Melhor de Mim” (The Best of Me – 2014).

best of me

1- Nicholas Sparks

Já vamos começar pela polêmica: o filme é mais uma adaptação dos romances melosos do escritor.

Nicholas Sparks pode até não ser um belo exemplo de sofisticação literária, mas é inegável o mérito do autor em identificar precisamente seu público alvo e conseguir manter uma produção constante, sempre agradando sua audiência cativa. Posso até não fazer parte do público que o autor almeja, mas respeito aqueles que conseguem transformar a escrita em um negócio viável.

2- A história

A trama é quase sempre a mesma: um casal apaixonado prova que o “amor verdadeiro” sobrevive a qualquer circunstância que a vida imponha – e insira aí o componente de drama nível 10 na escala Richter porque nas histórias de Sparks a única certeza maior do que o afeto é a tragédia.

“O Melhor de Mim” é fiel à essa formula, mas segue de modo (mais ou menos) crível até seus minutos finais, onde ocorrem algumas reviravoltas epopeicas dignas de novela mexicana. O filme conta a história de Dawson e Amanda, que viveram um bonito primeiro amor interrompido prematuramente por circunstâncias alheias à suas vontades. Depois de 21 anos o casal se reencontra para colocar um ponto final em mágoas do passado.

Nesse tipo de história onde o grande trunfo não está na novidade, seu sucesso é diretamente relacionado ao carisma dos protagonistas, o que nos leva para o próximo item da nossa lista…

3- O casal

best of me 4

Dawson e Amanda “do presente” são interpretados sem muito charme, química ou carisma por James Marsden e Michelle Monaghan. As cenas do par são desajeitadas e possuem alguns diálogos que talvez soassem mais críveis se saíssem de bocas mais jovens e menos experientes. No entanto quando o filme retorna ao passado para contar a história do par, ele ganha mais brilho.

A dupla jovem é muito bonitinha e de certo modo encanta, uma realidade bem diferente da encontrada nas outras recentes adaptações de Sparks. A luminosa Liana Liberato vive com bastante credibilidade a heroína de banca de jornal por quem é agradável torcer. Cheia de princípios, a mocinha não precisa fingir timidez para soar graciosa, e realmente é muito fácil gostar dela. O destaque no entanto fica por conta do nosso tópico seguinte:

4- O rapaz

the best of me dawson

O Dawson jovem, interpretado por Luke Bracey, é o típico personagem clichê que funciona. Contra todas as chances, o menino é inteligente, bem educado, trabalhador e enfim, um partidão pra ninguém botar defeito. Se tudo isso poderia ser uma chatice, dentro do filme é interessante não sei se por carisma do ator ou por ser, até agora, a emulação mais próxima de Noah, o “ultimate hero” do universo de Nicholas Sparks, interpretado por Ryan Gosling em “O Diário de uma Paixão” (que até hoje permanece como a mais bem sucedida e memorável manifestação do autor nos cinemas).

5- Parte técnica

Ignorando a tosquice infinita de os atores mais velhos não lembrarem em absolutamente nada suas versões jovens (com destaque para o fato de que Luke Bracey conta com uns notáveis centímetros a mais que Marsden), o filme é bonito. Pode até ter uma técnica batida e pouco inspirada, mas ainda assim bonita. Com destaque para a fotografia, essa sim deslumbrante.

Conclusão:

Apesar de absolutamente descartável e esquecível, o filme não chega a ser um dos HORRÍVEIS do “universo Sparks”. Não fosse pelo final estapafúrdio, poderia até figurar ao lado dos melhorzinhos, como “Um Amor Para Recordar” e “O Diário de Uma Paixão”. Poderia, mas não o faz.

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