Jurassic World: o melhor filme HORRÍVEL que você vai ver nesse ano

Se você, como eu, cresceu amando Jurassic Park e não tem vergonha de admitir que se divertiu com as continuações, você também provavelmente esperou 22 pra poder gritar que FINALMENTE O PARQUE ESTÁ ABERTO em “Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros” (Jurassic World – 2015)!!! E, convenhamos, bonito o parque é…

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Como poderia se esperar da continuação de um filme que revolucionou a computação gráfica, os efeitos visuais são muito bons. Tudo é maior, mais bonito… mas não necessariamente mais perigoso. Jurassic World vem numa belíssima embalagem e possui uma ou outra ótima cena de ação, mas o resultado talvez seja decepcionante. Assistir aos filmes da série, como sempre, é uma ótima experiência, mas enquanto as demais continuações são fracas se comparadas com o primeiro, os problemas do último são culpa dele mesmo.

jurassic 2

Ver o filme no cinema é divertido – em certos momentos, MUITO DIVERTIDO MESMO – mas em nenhum ponto o longa tenta te convencer de que ele não é ruim. Sem grandes explicações, o parque que se provou como uma ideia terrível no primeiro episódio e que seguiu abandonado em suas continuações, ressurge das cinzas como uma disneilândia hi-tech-jurássica em pleno funcionamento na mesma ilha onde inexplicavelmente jazem as ruínas do empreendimento anterior.

O plot, que não faz o menor sentido e nem tenta explicar-se, começa várias sub-tramas não resolvidas e soa ainda mais gratuito quando a situação escala até o aguardado desastre e então percebemos que, por mais que agora a ilha esteja habitada por mais de 20 mil possíveis vítimas, não damos a mínima para quase ninguém que está em cena. E é aí que sentimos mais a falta de Spielberg.

Jurassic World

Não bastasse a incapacidade de provocar deslumbramento (prejudicada – e muito – pela sensível falta da orquestração magistral de John Williams, cujo tema é repetido ora de forma eficiente, ora desastrosa), a nova direção se mostra completamente alheia ao fato de que num filme “família” de aventura, é essencial que os personagens tenham carisma.

A mensagem de veneração e respeito à natureza também não existe mais. Os raptores são apenas mean girls (de lealdade duvidosa) chefiadas por Chris Pratt e o único mérito do filme talvez seja mostrar que as crianças de hoje são tão blasé que sequer se dão ao trabalho de desligar o celular para contemplar os dinossauros. A técnica agora reina como soberana e a tecnologia precisa inventar novos mutantes para que a vida mereça o mínimo de atenção.

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As promessas de maior diversão com o parque aberto são logo esquecidas por uma ação que fica restrita a poucos personagens principais, como sempre foi, e o episódio perde a oportunidade de trazer novidade para a franquia. Sem parar para contemplar as criaturas que um dia dominaram a Terra, o filme no geral parece mais ser de kaiju do que sobre dinossauros propriamente ditos.

As constantes homenagens ao clássico (e a outros filmes de Spielberg) de início trazem certa nostalgia, mas acabam sendo melancólicas pois nos fazem lembrar de todos os elementos que faltam nesse episódio: aventura, encanto e, principalmente, carinho.

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6 pensamentos sobre “Jurassic World: o melhor filme HORRÍVEL que você vai ver nesse ano

  1. Fã_Cinema disse:

    O filme é um bom entretenimento. Vê-se, como mais um filme do género que satisfaz.
    O que não gostei foi da tecnologia “inventada” e dos dinossauros apresentados como se não constituissem uma ameaça dentro da atracção turístisca estipulada pelo próprio parque.

    Não precisavam de ter inventado um dinossauro mutante! Bastava manterem as pessoas a fazer “Turismo” entre as caminhadas de dinossauros em banda para acidentes acontecerem. Aquelas crianças dentro daquela máquina redonda que fazia o toor mesmo ao lado de dinossauros a caminhar? Por favor! Os dinossauros por acaso foram geneticamente alterados para proteger a vida humana?

    E quando os protagonistas encontram um moribundo, aproximam-se como se fosse um cãozinho. Só o mover daquela cabeçona, um movimento em falso, seria suficiente para causar graves danos a um humano. Porque o instinto animal é assim. Mesmo estando moribundo, ou mesmo por causa disso, o animal meche-se pela última vez e pode constituir perigo, podia ter esmagado um deles.

    E o amor pelas armas, como se uma espingarda de fogo fosse fazer alguma diferença na vida ou morte do dinossauro mutante?

    Gostei do “elogio” para o final, quando a rapariga acende um very-light para atrair o dinossauro para a “Luta”. Só que ele fica ali parada ao portão, a aguardar que o dino apareça e só depois começa a correr. Com uma única passada o dinossauro teria-a esmagado. Mas enfim… os humanos sempre conseguem correr mais que um gigante dino, certo?

    Mal é entregar a estes dinossauros atributos humanos. Para o final achei ridículo que a vida de todos estivesse em perigo e este perigo desaparece quando o dinossauro mutante é engolido pelo dinossauro baleia. O que acontece ao reptor fiel ao humano, que se uniu a este para derrubar o vilão mutante e o que aconteceu ao T-Rex atraído pelo very-light? Deixam de ser uma ameaça e simplesmente se retiram. Como se entendessem o propósito daquilo tudo era somente derrubar aquele colega dinossauro para salvar aqueles patéticos humanos que estavam sempre a esbarrar com as criaturas.

    Gostei também da baby-sitter ter sido levada no ataque dos pterodáctilos, acabando comida de baleia-dino.

  2. Aretha disse:

    Então, tbm achei o filme fraco, pois baseado nos filmes anteriores, esperava muito mais. Inclusive fiquei realmente chateada com a “omelete” que fizeram dos filmes anteriores,para chegar à conclusão bem similar ao filme anterior da franquia.

  3. takajitsutsui disse:

    Boa noite, primeiramente

    Hoje assisti Jurassic World e Jurassic Park, nessa ordem mesmo, disseram que eu não perderia nada, e, no final, acho que não perdi.

    Tendo a concordar com você, Chris Pratt, creio eu, está sendo muito mal aproveitado no filme, como um cara sério, seco, quando ele tem um timing cômico que acho que agregaria muito ao filme. E a personagem feminina principal? Francamente, ela age como se fosse “uma mulher errada” como se para ser bem sucedida não pudesse ter filhos, o que é péssimo para uma franquia que parece buscar se reinventar.

    E os diálogos? Meu deus, ainda piores que a personagem feminina.

    Porém, eu gostei da direção, gostei de alguns shots do protagonista, de como o mundo é mostrado, até que gostei do conceito do filme, e acredito que tem alguns momentos ótimos, por exemplo, o dinossauro engolindo o tubarão – o que não deixa de ser simbólico.

    Saí do cinema achando ter visto um filme bom e um filme de desastre bom, principalmente se comparado aos outros filmes desastres que tem saído, por exemplo, Falha de San Andreas.

    Porém, depois de ter visto o ótimo Jurassic Park, não posso deixar de pensar na mediocridade do World.

    • Gabriela N. disse:

      Hey, tudo bem? Obrigada pelo seu comentário!

      Realmente o conhecimento prévio da franquia não era obrigatório (o que é um ponto bastante positivo, significa que o filme se sustenta nas próprias pernas) mas fiquei feliz que você conheceu o original de 93 que, esse sim, considero um filmaço!

      Concordo contigo! Acho o Pratt um ator carismático e muito cômico, então culpo a direção e o roteiro que não deram muito espaço para que ele brilhasse. A personagem feminina, essa sim, é imperdoável. E concordo contigo de novo, o filme deveria ser mais moderno e não apresentar uma personagem que apesar de ser “boa” no trabalho aparenta não ser lá muito bem resolvida ou realizada por não ter marido e filhos. É deprimente.

      Como falei no post, também acho que o filme tenha seus bons momentos. Tem uma ou outra cena bem filmadas, mas em geral não consigo achar o filme bom. Acho que o roteiro joga várias sub tramas que são colocadas lá a troco de nada, acho inexperiência de direção fechar um filme desse modo. Por exemplo, qual a necessidade de abordar o possível divórcio dos pais, a inclinação para a infidelidade do irmão mais velho (que milagrosamente tinha uma namorada apesar daquelas técnicas de paquera lamentáveis), o casamento da assistente… Enfim, o filme perde tempo com vários assuntos que dão indícios de serem importantes… mas não são. Não seria melhor simplesmente cortar tudo isso? Como vc viu o anterior, faço aqui a relação, pois acho ele um ótimo exemplo de filme onde não tem excesso de nada. O filme é focado e não divaga em dilemas/crises desnecessárias.

      Ainda não vi o filme do Terremoto, então não posso falar sobre ele. Mas poxa, Jurassic era pra ser um filme de dinossauros, não de desastre. Se for pra ver bicho gigante brigando e derrubando prédio, melhor teria sido fazer um filme de kaiju, pois lidar com dinossauros exige um pouquinho mais de contemplação e reverência com essas criaturas ancestrais. Mas veja bem, essa é só a minha opinião.

      Mas que bom que vc curtiu o filme, afinal se divertir no cinema ainda é o objetivo principal da experiência!

      • takajitsutsui disse:

        hm, ao mesmo tempo que ainda considero o filme bonzinho, não posso deixar de concordar com tudo que você ressaltou
        Obrigado por responder!

      • Fã_Cinema disse:

        Não veja o filme do “terremoto” – San Andreas Quaque. É uma bosta. Até já o esqueci de tão desinteressante que é.Veja antes Criança nº44. Vai sair a ganhar.

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