Divertida Mente

A história de “Divertida Mente” (Inside Out – 2015) se passa dentro da cabeça de uma menininha, onde os protagonistas são suas emoções. Basicamente é isso. E partindo dessa ideia simples, a Pixar mais uma vez fez sua mágica e entregou uma animação criativa e divertida, que finalmente depois de muito tempo fez jus à fama do estúdio.

inside out 1

A menininha em questão está muito contente convivendo com suas emoções básicas (personificadas no filme pela Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e Nojo) até que a vida acontece e ela se vê obrigada a lidar com uma realidade que exigirá respostas muito mais complexas. A trama então se desenrola e dá um show de metáforas ao transformar processos mentais em objetos coloridos regidos, organizados e processados por uma pulsante entidade burocrática: a mente.

inside out 3

O roteiro é claro, as piadas são inteligentes e o filme é muito legal. Na verdade, o filme até parece ser ótimo… se esquecermos que ele é um filme, teoricamente, para crianças.

Não é de hoje que os adultos consomem animação, um produto que antes era tido como exclusivamente infantil. Mas a lógica básica de um bom filme família é que ele tenha camadas, onde a mensagem superficial seja captada por todos e talvez os mais crescidos encontrem algo diferente se olharem com mais cuidado. Para dialogar com um exemplo recente, enquanto “Shrek” (2001) apresentava uma aventura coesa que fazia sentido para as crianças ao mesmo tempo em que destilava um humor inegavelmente adulto, “Divertida Mente” pode até ter seu humor calcado na censura livre, mas esquece completamente de dizer qualquer coisa que valha a pena para os pequenos.

INSIDE OUT

Talvez a Pixar esteja tão acostumada a dialogar com adultos que esqueceu que seus filmes são vendidos principalmente para as crianças, que pouco tem para aproveitar no longa além de um festival de cores e uma aventura que talvez não seja lá tão empolgante para quem não tem maturidade ainda para captar suas nuances.

Assisti ao filme na estreia em uma sessão dublada – a dublagem, por sinal, ótima – que teoricamente seria mais do que adequada para crianças. Acho que devo ter visto no máximo três delas na sala, todas devidamente entediadas. Os demais lugares estavam ocupados por “gente grande”…  Não sei direito o que pensar disso, mas confesso que achei a experiência um pouco esquisita.

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