Arquivo da categoria: Moda

Vestidos prediletos do Red Carpet

Pra encerrar de vez esse papo de Oscar e permitir que a vida siga adiante, eu não resisto e comentarei sobre os meus vestidos prediletos que passaram pelo tapete vermelho.

Primeiro vou fazer uma lista especificando o meu Top 5 e, vale lembrar, o único critério para essa avaliação foi o meu gosto pessoal mesmo.

oscar oprah

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A elegância de Eddie Redmayne

Não basta ser jovem, querido e talentoso, Eddie Redmayne também atrai os olhos no tapete vermelho por outro motivo: o seu apurado bom gosto para se vestir.

Não dá para negar, o menino SABE segurar um terno, uma habilidade cada vez mais rara. Para espalhar esse conhecimento, você pode conferir alguns dos looks super fashion de Eddie na galeria abaixo:

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O homem do ano.

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Temporada de Inverno RTW de Nova Iorque PARTE DOIS!

Estão prontos pra continuar a ver o que aconteceu de mais legal na NYFW? Então vamos lá! Para quem perdeu, fica recomendada a leitura da Parte 1.

MICHAEL KORS

Michael Kors, a marca número um dos relógios (originais ou não) das madames e presença constante no panteão das grifes “pede pra tia trazer de Miami” trouxe para as passarelas uma coleção boho-chic, revelando o outro lado da tendência retrô, menos Cassino e mais Hair, tudo com a sobriedade normalmente associada ao inverno. Uma coleção coesa porém nada inovadora e bastante comercial.

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OSCAR DE LA RENTA

Deixando as polêmicas no inverno anterior que deu o que falar com a forte influência de Galliano sobre as peças, o sultão do suave vem para essa temporada fiel a seu ideal retrô da elegância feminina. Cinturas marcadas e uma silhueta sessentinha chegam na máxima expressão em vestidos de bolinha e não adianta a grande massa da moda apontar para os anos 70: Oscar de La Renta continua na escola do New Look e não decepciona os já fãs de sua visão sonhadora do mundo.

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RODARTE

Os lenços da barraca de pintura em seda ficaram no inverno passado. Esse ano o inverno anos 70 da Rodarte as vezes fica quase 90 no seu folk-meio-grunge. O resultado é um visual adolescente de filme antigo moderninho, quase como uma nova Garota de Rosa-Shocking (“John Hughes likes that”). Bem pop!

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RALPH LAUREN

Contrariando o inverno passado coeso em sua coleção preppy vitoriana,  a coleção desse ano da Raplh Lauren vem com referências plurais. O desfile começa em uma leitura preppy de cores pop explosivas e sem muita transição caímos num cenário folk que levemente toma tons de rock e depois dará lugar ao minimalismo de cores lavadas. Se individualmente as propostas parecem conceitualmente fortes e interessantes é impossível deixar de dizer que juntas soam bastante confusas e não fica clara qual é a visão da grife para a temporada. Ou será que o conceito é justamente a confusão de referências e a liberdade de vestir o que se tem vontade?

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PROENZA SCHOULER

Se a temporada passada foi marcada pelo minimalismo em preto e branco, a grife esse ano nos traz cores, sóbrias porém ainda cores. Estava presente o azul cobalto, o verde esmeralda, o vinho… Se não é surpresa nenhuma ver essa paleta de cores em coleções de inverno inusitado foi seu uso combinado com animal print e psicodelia em modelagens oitentistas, com alguns looks que pareciam uma releitura sisuda de Physical. No mínimo interessante.

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MARC JACOBS

Marc Jacobs continua com sua identidade estética forte, porém sem cair na mesmice. engraçado porém observar que seu inverno anterior estava repleto da influência glamourosa das peles e tecidos brilhosos que vimos em vários desfiles dessa temporada. E se na temporada passada foi hora de brilhar, esse ano Marc apaga as luzes e opta pelo distanciamento etéreo de cores frias e tecidos fluidos e pela simplicidade de fibras planas em tons terrosos. E mais uma vez Marc mostra estar sempre um passo na frente de todo mundo.

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RESUMÂO

Proenza Schouler trouxe uma coleção anos oitenta cheia de conceito porém de gosto duvidoso, bem diferente de Oscar de La Renta, que continua fazendo roupas para as Barbies do século 21 e cria os vestidos de baile que a gente queria ter no figurino das nossas vidas. Michael Kors, Rodarte e Ralph Lauren estão apostando no Folk. Na verdade Ralph Lauren está apostando basicamente em tudo o que é um jeito educado de dizer que não está muito confiante em aposta nenhuma. A Rodarte também traz estampas de referência à cultura pop fazendo uma ode ao adolescente geek. Marc Jacobs é visionário e entregou agora a coleção que todo mundo vai fazer no ano que vem, porque a desse ano ele já tinha feito ano passado. Ele quer ver cores frias e uma atmosfera enevoada e etérea e a vontade do rei é lei.

COISAS QUE A GENTE VAI VER NA RUA E NAS VITRINES

Não precisa nem ver todas as coleções pra entender que o estilo Cassino-ostentação do final dos anos 70 vai invadir a sua vida, né? Muito cetim, veludo molhado e cores saturadas e está parecendo que essa tendência vai permanecer por um bom tempo então vale a pena investir e aderir. A outra maneira de louvar o retrô para quem quer menos ostentação é apelar para o visual rústico cheio de bossa do folk. Também vamos ver uma alfaiataria bem acabada e muita volúpia (ui!) e sempre podemos contar com o estilo sessentinha que desde que voltou pra moda não saiu mais. Vale notar que depois de tanta luta para a liberdade de poder mostrar o corpo a tendência está cada vez mais forte para que os comprimentos das saias baixem novamente, o que não significa que as minis serão abandonadas mas sim que agora está valendo tudo.

P.S.: O post será atualizado conforme foram lançados os vídeos com os desfiles.

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Quem você quer ser hoje? Pluralidade de estilos na Temporada de Inverno RTW 2015 de Nova Iorque

Prêt-à-porter, ready to wear, basicamente tudo aquilo que define o que conhecemos hoje como consumo de moda e é oposto à antiga arte de desenhar roupas sob medida. Foi exibido na Big Apple entre os dias 06 e 13 de Fevereiro tudo o que veremos nas lojas e nas ruas na Temporada de Inverno RTW 2015 de Nova Iorque.

Com coleções de modelagens e cores distintas entre si a semana no entanto chega em um consenso: a moda agora é o que você quiser dela. Mais do que a máxima do “seja você mesmo” a pedida agora é ser quem você quiser e ter a liberdade para escolher o figurino que melhor se adaptar ao personagem do dia. Desde que esse personagem viva nos anos 70, obviamente.

E como estamos falando de produção de massa é claro que as proporções hiperbólicas se refletem também no tamanho do evento e na quantidade de grifes, por isso optei por dividir o post em duas partes. Mas sem drama porque a parte dois vem logo na sequência! Agora então se prepara, faz carão e vem comigo conferir o que rolou de mais interessante na fashion week.

KATE SPADE

Na característica releitura cartunesca e jovem da mulher Valentino (só eu que acho isso? Risos), as meninas da Kate Spade aparentemente continuarão com seu estilo “lady like” irreverente e saturado, na tradição da marca de levar cor, diversão e romantismo para a selva urbana. Ou seja, sem novidades e mais do que as clientes da marca já amam consumir.

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JASON WU

Em um salto de elegância em relação à sua (fraca) coleção anterior, o eleito da nossa querida Michelle Obama levou para a passarela uma paleta de cores noir sexy em vestidos lânguidos que poderiam muito bem ter saído do boudoir de algum filme antigo, que contrastam com sobreposições pesadas criando uma atmosfera misteriosa, fazendo de suas modelos quase borboletas que tem de quebrar duras cascas de casulo. O uso do cetim, do veludo molhado e de um certo orientalismo não deixam dúvidas: o lado glamouroso dos anos 70 está definitivamente de volta.

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ALEXANDRE HERCHCOVITCH

A gente ama o Alexandre e fica muito orgulhoso de ver o nosso menino brilhando na NYFW, mas não dá pra deixar de dizer que parece que ele está com medo de brincar muito longe de casa. Em uma coleção visualmente bastante semelhante à anterior e  com uma paleta de cores idêntica, Herchcovitch faz um desfile muito bonito e competente e entrega um inverno brasileiro com carinha de verão , mas com gostinho de repeteco . Desce pro play, Alê!

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DIANE VON FURSTENBERG

Diane, como sempre, estava se divertindo muito. A mulher que veste suas roupas é autêntica, sensual e confortável com seu corpo e Diane continua criando peças possíveis para corpos e rotinas plausíveis sem cair na monotonia. Desnecessário dizer que ela é uma das minhas pessoas favoritas no mundo, necessário porém dizer que a coleção é semelhante com coisas que ela já fez, o que não necessariamente é ruim e pode ser interpretado como sendo a identidade forte da label. Reciclagens à parte (que no caso de Diane se justificam completamente sob o legado de libertação de seus envelopes) a coleção estava coesa,prática, bonita e bastante alegre. E dourado, metálico, anos 70/80? Você já entendeu, né?

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CAROLINA HERRERA

Carolina Herrera saiu do seu jardim oriental do inverno passado e nos mostrou uma coleção diferente. Ainda que vestidos fluidos de estampas pequeninas ainda dividam o espaço com peças chamativas de cores sólidas, o perfume desse ano é o de uma housewife sessentista. Se a tendência nos puxa para o final dos anos 70, Carolina Herrera atrasa mais ainda o relógio e nos leva para a década anterior. Interessante e elegante.

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DONNA KARAN

Fugindo totalmente da sobriedade e dos tons terrosos do inverno passado a estação de Donna Karan vem sexy equilibrando cortes de alfaiataria que remetem ao universo masculino com a leveza e suavidade das transparências. Muitas fendas e tecidos acetinados dão o tom setentista glam  E VOCÊ NÃO AGUENTA MAIS LER ISSO.

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ZAC POSEN

Se Hitchcock ainda estivesse vivo ele convidaria Zac Posen para assinar o figurino de seu próximo filme. Com a sobriedade de tons noir e vestidos acinturados seguindo a escola do New Look, Zac Posen entrega uma coleção totalmente diferente da anterior, bem mais rebuscada, e dessa vez opta pelo uso de cores sólidas deixando o impacto por conta de seus cortes. A coleção se destaca em meio a tantas outras que bebiam nas mesmas referências setentistas e conquistou o posto de uma das melhores da semana. Zac Posen continua materializando sonhos através de suas roupas e se isso não é alta costura não sei o que é.

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RESUMÂO

Kate Spade continua fazendo as mesmíssimas coisas pro mesmíssimo público da marca que já é cativo. Jason Wu fez uma coleção de alto nível e elegante, com tons noir seguindo uma linha parecida de Donna Karan, com o diferencial da alfaiataria provocante da última. Sexy! Alexandre Herchcovitch tá em alguma zona de conforto mas a gente ama ele mesmo assim. Diane é Diane e enquanto ela continua fazendo roupas práticas para a mulher que trabalha fora e conquistou o mundo,Carolina Herrera volta para o lar e se inspira em Amélia, que era mulher de verdade. Zac Posen colocou as recalcadas pra dormir na BR com a sua coleção de extremo bom gosto e acabamento impecável, criando coisas tão lindas que dá até pra imaginar a princesa Grace Kelly as vestindo.

P.S.: O post será atualizado conforme foram lançados os vídeos com os desfiles.

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Ah saias, malditas saias! Polêmica e pluralidade na exposição “Flavio de Carvalho: a experiência como obra” na Oca

Balonê, evasê, godê, mini, midi, maxi… poucas peças de vestuário deram margem à tantas interpretações diferentes quanto às saias. Não basta que sejam constantemente reinventadas, as saias parecem ter uma vocação natural para a polêmica: cada renovação é um flash.

Mais uma vez associadas à movimentos revolucionários dessa vez parece que as mesmas que libertaram as perninhas das moças em 1965 querem comprar brigas ainda maiores, que vieram à tona mais uma vez com o caso do funcionário público que resolveu ir trabalhar vestindo a saia de sua esposa. Se a minissaia está ligada de modo indissociável aos movimentos de libertação sexual feminina o uso de saia pelos homens flerta com questões ainda mais polêmicas: as tais “coisas de menino” e “coisas de menina”.

André Amaral em seu work look ventilado

André Amaral em seu work look ventilado

A sociedade adora delimitar regras de origens obscuras que podem até variar com o tempo, como é o caso da recente associação do cor-de-rosa com o universo feminino, mas que são inconscientemente tidas como “perenes e universais”. O uso da saia pelos homens pode até remontar às origens da civilização, mas hoje é visto como tabu pelas normas moralizantes vigentes. André Amaral pode até ter sido bastante arrojado no seu look de trabalho, mas não podemos ignorar que já teve gente fazendo isso há muito tempo.

As saias que já vestiram de Marc Jacobs à Caetano Veloso foram anarquicamente retratadas em um passeio do multi-artista Flávio de Carvalho pelo Viaduto do Chá em 1956. Numa época onde as mulheres ainda eram amélias e começava a fervilhar o sentimento que levaria à retomada de movimentos feministas nos anos 60, Flávio de Carvalho não foi apenas moderno como chocou ao adotar o uso do mais impactante símbolo feminino dando força à signos que eram (e ainda são) estigmatizados, associados à fragilidade e inferioridade.

Flávio de Carvalho dando um rolê em São Paulo com seu New Look

Flávio de Carvalho dando um rolê por São Paulo com seu New Look

E justamente sobre Flávio de Carvalho, uma figura ilustre do modernismo brasileiro, que se realiza uma exposição na Oca a partir de hoje. A mostra, organizada por Afonso Luz e intitulada “Flavio de Carvalho: a experiência como obra” retrata múltiplas faces da produção do artista que atuou como arquiteto, cenógrafo, teatrólogo, pintor, desenhista, escritor, filósofo, performer, músico…

A mostra fica em cartaz até o dia 30 de março e naturalmente conta com o New Look masculino.

Conclusão: as sainhas podem até parecer ingênuas, mas não se engane: elas jamais se acomodam.

“Flavio de Carvalho: a experiência como obra”
OCA – Parque do Ibirapuera
Av. Pedro Álvares Cabral – Portão 3
De 5 de Fevereiro à 30 de Março
De terça à domingo, das 9:00 às 17:00
Entrada franca

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O glamour de Las Vegas nos anos 70, a manutenção de ícones e uma paródia bizarra de “O Rei Leão”: Resumo da Semana de Moda de Paris

Hoje vi que o post vai ser cheio de glamour, meu bem.

Paris é a capital da moda. Todo mundo já ouviu isso, certo? Por mais que o eixo fashion tenha se espalhado por outras metrópoles como Milão e Nova Iorque e atualmente não faça mais muito sentido dizer isso, a relação histórica de Paris com a nata da indústria têxtil se mantém viva no imaginário das pessoas.Um império construído em cima de musseline, brocados e muita choradeira, o berço das grandes maisons respira moda durante duas semanas no ano. A atmosfera da cidade muda para receber milhares de fotógrafos, modelos e desfiles e o que acontece ali tem o poder profético de dizer o que veremos nas ruas pelos seis meses seguintes. Senhoras e senhores, coloquem os óculos escuros e caprichem no bate cabelo porque a pauta de hoje é quente: o Verão Haute Couture 2014 apresentado na Semana de Moda de Paris.

VALENTINO

(Disclaimer: estou me esforçando até o limite da sanidade para manter o distanciamento jornalístico ao falar de Valentino)

Enquanto a coleção de verão anterior da marca nos mostrou uma silhueta lady like com inspiração elizabetana sem perder a fidelidade aos ícones da maison, a coleção presente vem… diferente. Exceto por um modelo ou outro que não fazem o menor sentido de estarem alí com as outras peças, como o longo fluido estampado com notas musicais que saiu direto da passarela para o tapete vermelho do Grammy trajado por Kate Perry, a coleção toda parece o figurino de um filme de fantasia com o safari das ninfas (recatadas e sérias) da floresta. As cores vêm quentes, terrosas e a inspiração africana é didática até demais. A compostura da mulher Valentino está lá e embora seja interessante ver a marca brincando fora de sua zona de conforto é impossível de notar que o saldo geral da coleção parece um tanto quanto confuso, desnecessário e… passe.

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Não, espera, vídeo errado.

Agora sim.

JEAN PAUL GAULTIER

O verão anterior da maison teve aquela vibe Aladin-pirata bizarríssima (“David Bowie curtiu isso”) e este ano nós tivemos… borboletas! Borboletas por toda parte! Nos cabelos, nos cortes ousados, nas cores, borboletas EM-TODA-PARTE! E foi divertidíssimo. O desfile teve uma atmosfera de Moulin Rouge circense e para completar teve a aparição de Dita von Teese em um delicioso corpete de… borboleta! E você já entendeu que vai usar cetim colorido no verão, certo? (Ou sei lá, você pode seguir a outra proposta usar um saco marrom (???) que nem a Valentino te sugeriu).

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ELIE SAAB

Elie Saab continua empenhado em fazer as roupas que a gente sonha em ter. E basicamente é isso. Sem muita inovação e nenhum conceito, bordados de babar e vestidos deslumbrantes. Tudo muito lindo e bem acabado. Apesar de a paleta de cores ter sido um pouco mais ousada dessa vez, não deixa de ser tudo mais do mesmo. E eu acho que vai ser assim pelo resto da vida.

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ARMANI PRIVÉ

Depois do colorido oriente chique da coleção passada a atual vem toda trabalhada no Radiant Orchide do jeitinho que a Pantone gosta, do jeitinho que a Pantone quer. Brincando com diferentes materiais a coleção se mantém coesa em variados tons de roxo e muita gravataria, misturando anos 20 e Índia. Bonita e suntuosa.Tudo bastante usável, não vão ser necessárias muitas releituras e interpretações para adaptar ao prêt-à-porter.

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DIOR

Enquanto o verão passado foi floral e leve para Dior, o deste ano vem em tons tão sóbrios que não fossem a leveza dos tecidos e o uso marcante de laise pareceria um inverno. Sem perder as características da marca, no entanto, a mulher Dior este ano está mais para “Dior Addict” do que para a jovial e brincalhona “Miss Dior”. Mas ela continua muito bem vestida, como sempre.

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CHANEL

Se a coleção passada da marca estava ousando um pouco mais, beirando o surrealismo, essa é um total resgate aos ícones da maison. Karl Lagerfeld prova que é o sucessor definitivo de Mademoiselle Chanel ao se manter fiel à imagem quase mítica da marca fazendo com que tudo soe ao mesmo tempo tradicional e deliciosamente contemporâneo. Apesar de as pérolas terem dado seu lugar à tênis coloridos, estão lá o tailleur, o tweed e as camélias em uma mistura clássica quase fetichista da marca que sempre é a primeira a ser lembrada quando se pensa em mercado de alto luxo.

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VERSACE

E agora a coqueluche da semana. A coleção mais incrível, na minha opinião, foi a da Versace. A coleção anterior foi marcada pela saturação das cores em uma estética futurista exagerada de gosto discutível. As cores retornam esse ano, porém elevadas à um patamar de elegância sem precedentes. Em voluptuosos vestidos de cetim colorido que foi resgatado do “cantinho do brega” onde estava sentado desde o fim dos anos 80 e colocado de volta na roda do alto luxo fica bastante clara uma atmosfera “cassino glam”. E é tudo uma delícia. O desfile que abriu a temporada de moda pode ter sido o primeiro a ser visto, mas isso não impediu que fosse o último a ser esquecido. Inspirada na cantora oitentista Grace Jones, Donatella nos ofereceu uma coleção sexy, provocativa, arrojada e repleta de informação de moda. Em outras palavras, tudo o que a gente sempre espera e raramente recebe. O momento “ego ostentação” de Donatella ao adotar como trilha sonora a música de Lady Gaga que repete incansavelmente sue nome foi compreensível: ela sabe perfeitamente que arrasou e esse ano ela pode tudo. Absolutamente hipnotizante.

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RESUMÃO

Muito bem crianças. Então vamos ao nosso resumo final. Valentino despirocou e fez uma coleção muito cenográfica e chata. Gautier estava se divertindo muito com as suas borboletas e deixou todo mundo feliz no processo. Elie Saab continua fazendo as roupas de casamento mais lindas que você vai ver na vida e pra Armani o verão vai ser muito chique e ROXO. Dior quer que a gente use muito laise pra ficar fresquinha no verão e Chanel é Chanel. A surpresa da semana ficou por conta da Versace que apresentou uma coleção toda incrível e DEITOU.

COISAS QUE A GENTE VAI VER NA RUA E NAS VITRINES

Muito cetim. MUITO cetim. Repetindo: CETIM. O verão promete adotar duas vertentes: a das cores sólidas saturadíssimas e o minimalismo do preto e branco. O verão vai vir chique e luxuoso, de um jeito que a gente só estava acostumado a ver no inverno. E vai ser possível dar algumas risadas na paulista domingo à tarde com os “moderninhos” que vão acreditar piamente que “a pochete vai voltar”.

Conclusão: às vezes “visão” não é necessariamente inovação, e sim saber retomar as coisas certas.

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