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Todas as faces do camaleão foram parar na vitrine: exposição sobre David Bowie abre as portas sexta-feira no MIS

Hoje vi que sexta é dia de rock, bebê!

David Bowie é dessas pessoas que parecem que nunca deixam de ser assunto. Seja por sua polêmica vida pessoal ou por  suas obras é inegável a influência comportamental, social e musical de Bowie em toda uma geração.

Seria muita pretensão dizer que é possível fazer uma varredura completa de uma pessoa que agrega ao mesmo tempo tantos personagens distintos, mas se esse objetivo foi ou não atingido é fato que a tentativa de fazê-lo foi nobre e em muito estilo. Chega ao MIS (Museu da Imagem e do Som) nessa sexta feira a maior exposição já feita sobre um artista pop: David Bowie, organizada pelo Victoria and Albert Museum (V&A) de Londres.

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Com a presença de figurinos, performances e fotografias a mostra promete ser uma verdadeira viagem pela mente do “Camaleão do Rock” e  uma oportunidade de compreender melhor suas ricas referências. Além de ser uma manobra muito inteligente do MIS para manter um público que se tornou cativo após o sucesso da mostra sobre Stanley Kubrick.

Bowie não é apenas uma celebridade. Ele é de uma espécie rara que se pode chamar de “artistas”. A exposição não só é um prato cheio para os fãs como também uma ótima oportunidade para apresentar esse gênio de diversas faces para uma geração que ainda não as conhece propriamente.

Conclusão: escolher apenas três músicas do Bowie para ilustrar qualquer coisa é uma tarefa injusta e impossível.

Museu da Imagem e do Som
Avenida Europa, 158,
Jardim Europa,
São Paulo – SP

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A vida de Elis Regina chega aos palcos paulistas em Março

Hoje vi que as opções de teatro ficarão mais legais…

Elis foi e ainda é um dos grandes ícones da nossa MPB.  Influenciada pelas grandes divas do rádio, foi revelada nos festivais dos anos 60 e fez uma bela carreira no rádio e na televisão tendo agora sua vida transformada na peça “Elis, a Musical” (trocadilho entre a tradução literal do inglês para “o musical” e a musicalidade nata da Pimentinha), em cartaz durante derradeiras semanas no  Teatro Oi Casa Grande (a apresentação final acontece dia 2 de Março).

Após encerrar sua temporada no Rio o musical chega em São Paulo no dia 14 de Março no Teatro Alfa, onde deve permanecer até 13 de Julho.

Apesar da conturbada morte precoce da cantora e de seus vícios, o musical foge de temas considerados polêmicos e se foca na Elis como mulher e artista, percorrendo sua vasta contribuição ao repertório nacional. Como não poderia deixar de ser, também figuram na peça outros ícones da cena musical da época como Tom Jobim e Vinícius de Moraes.

A peça promete ser não só uma opção muito agradável de programa mas também uma oportunidade de se conhecer melhor a música popular brasileira através daquela que foi a sua maior estrela.

Conclusão: se eu fosse você me programaria para ir.

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Menos música e mais dinheiro no fenômeno de robotização das bandas

Hoje vi que eu só sei que nada sei…

Estava conversando com o meu amigo Osvaldo e comentei sobre o meu post de sábado e disse que tinha a impressão de que o Franz Ferdinand produzia apenas hits. Não que isso seja algum demérito, na verdade o Franz facilmente é uma das minhas bandas favoritas, estava apenas comentando sobre uma característica deles. Osvaldo então me fez uma pergunta interessante:

“Mas essa característica é da banda ou imposta pela gravadora?”

Confesso que não sei a resposta para essa pergunta. Não sei se Alex Kapranos sempre teve dom para ser um gênio do pop dançante ou se ele foi direcionado para fazer isso. Mas ao levantar essa questão, Osvaldo me fez lembrar de outra banda. Senhoras e senhores vamos então à verdadeira pauta desse post, o “Caso Bastille”.

Bastille é uma banda pop britânica que se juntou em 2010 formada por quatro rapazes (três bonitos e um bizarríssimo que parece a Velma de barba). O grupo lançou o seu primeiro álbum, intitulado “Bad Blood”, em 2013. Até aí tudo bastante normal (menos o cara que parece a Velma de barba). O problema é que as músicas que eram bastante charmosas e sinceras em versão acústica precisaram se tornar um pop eletrônico genérico para poder entrar no CD.

compare:

“Overjoyed” versão acústica:

“Overjoyed”, a mesma música, na versão ridícula que entrou no CD:

É fato que música eletrônica vende e as gravadoras não são instituições de caridade e  precisam de retorno financeiro para conseguirem se manter. Mas será que não existiria mesmo público para o “Bastille” original e ele precisava ser transformado no novo “Maroon 5” para poder vender? (Por falar em “Maroon 5”, lembram quando eles ainda tinham um som rock alternativo antes de ser necessariamente música de balada?)

E a questão é: as gravadoras cospem produtos iguais uns aos outros porque as pessoas querem ouvir músicas assim ou o público geral consome esse gênero de música porque é o único tipo que lhe foi oferecido? E do outro lado do disco? Será que os artistas se contentam apenas com dinheiro e visibilidade, calando a verdadeira manifestação de sua arte?

“Flaws”, a música deles que mais gosto, em versão acústica.

Arte é feita de interpretações e expressões individuais. A partir do momento que tiramos de um produto tudo aquilo que poderia lhe ser peculiar para torná-lo “consumível” e genérico não estaríamos nós esvaindo a mais pura expressão de humanidade justamente de seu elemento humano? Se manifestar artisticamente é intrínseco ao homem. Mas parece que tem se tornado cada vez mais difícil fazer isso propriamente.

Conclusão: A conclusão é que eu terminei esse post com mais perguntas do que quando comecei.

Teria o Professor Astro as respostas?

Teria o Professor Astro as respostas?

P.S. pra quem não lembra da Velma:

velma

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Franz Ferdinand e a arte de fazer apenas hits

Hoje vi que o post vai ser dançante

Quem já foi em algum show do Franz Ferdinand sabe o magnetismo bizarro que a banda exerce sobre seu público. Todas as músicas sem excessão são cantadas em coro por uma platéia em êxtase regida pelo carismático vocalista Alex Kapranos. A banda possui um longo histórico de canções bem sucedidas e os discos são menos “álbuns” e mais compilações (não necessariamente coesas) de hits. E Right Thoughts, Right Words, Right Action (2013), o último álbum da banda, obedece a mesma lógica.

Com um apanhado de 10 músicas amalgamadas pelo seu potencial “chiclético” o quarto álbum dos escoceses é facilmente ouvido sem que nenhuma faixa seja pulada. E a falta de “atmosfera”, também presente nos trabalhos anteriores do grupo, passa a ser vista como uma característica e não como fruto de inexperiência.

Se por um lado parece que a banda não proporcionará pérolas da indústria fonográfica como “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (The Beatles) ou “Dark Side Of The Moon” (Pink Floyd), pelo menos poderemos sempre confiar que Alex e seus meninos colocarão todo mundo para dançar. E se a ambição máxima deles permanecer esta, aparentemente estará tudo funcionando perfeitamente.

Para ouvir e se divertir: “Evil Eye”; “Love Illumination”; “Fresh Strawberries”; “Bullet” e “Goodbye Lovers & Friends”

Conclusão: Nada na Terra é mais divertido do que dançar ouvindo Franz.

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Paulistanismos ou “como aproveitar o aniversário da sua cidade”

Hoje vi que eu amo mesmo a minha cidade…

Ainda não decidiu o que fazer no Sábado? Por quê então você não dá um passeio pelo Centro Histórico de São Paulo e aprende um pouco sobre essa cidade que a gente ama tanto?

Pateo do Collegio

Pateo do Collegio

Os tours guiados pelo Centro podem não parecer uma grande novidade e muitos já fizeram esse passeio escolar na quarta série mas sempre é válida a oportunidade de conhecer a história do lugar onde você vive. A  Sampa In Stampa e a Habitat Turismo organizam quinzenalmente passeios guiados pela região aos fins de semana no esquema de colaboração livre, “pague quanto vale”, e a programação desse sábado não poderia deixar de ser especial. Para celebrar o aniversário de 460 anos da cidade o tour dessa semana será pelos principais pontos históricos do Centro com a presença de guias que explicarão a história da fundação da cidade pelos Jesuítas. O ponto de encontro será às 10:30 no quiosque da Sampa In Stampa no Shopping Light. O roteiro completo dos passeios programados para o primeiro trimestre você encontra aqui.

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Theatro Municipal de São Paulo

E por falar no aniversário de 460 anos da cidade, estão previstas várias atividades para celebrar o evento que está sendo chamado de SP 460. Já falei aqui no blog sobre a estréia da temporada 2014 do Balé da Cidade às 20h no Theatro Municipal, mas o grande destaque na cena cultural do fim de semana fica mesmo por conta dos diversos shows que acontecerão espalhados pela cidade. Haverá programação especial nos seguintes pontos (clique nos links para ter acesso aos roteiros completos):

Como não existem limites para o entretenimento na maior metrópole do país, o Guia da Semana organizou uma lista completa dos demais shows que acontecerão no final de semana, para facilitar a vida do leitor que quer organizar melhor o tempo disponível. E para quem quer se manter fiel à ostentação do amor à cidade mas não gosta de tumulto, existe também uma lista interessante com os “lugares para se sentir um verdadeiro paulistano”.

Catedral Metropolitana de São Paulo - Catedral da Sé

Catedral Metropolitana de São Paulo – Catedral da Sé

Vale lembrar também que na maré contrária da festa também tem gente consciente exercendo vida cívica. Está prevista para Sábado uma grande manifestação contra a Copa do Mundo na Avenida Paulista. O ato está marcado para começar às 17:00 no vão do MASP e até agora mais de 22 mil pessoas confiram presença no evento intitulado “Primeiro grande ato em 2014 contra Copa” através do Facebook.

Conclusão: Seja por motivos cívicos ou de diversão, aparentemente ninguém vai comemorar o aniversário da cidade em casa.

MASP

MASP

P.S: Pra você que age como se vivesse em Nárnia, aqui está a história do lugar onde você mora e o link de uma reportagem da Folha a respeito dos exorbitantes gastos com a Copa que são bancados pelos cofres públicos a.k.a dinheiro do contribuinte.

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GRAMMY Awards 2014 – te ajudando a descansar para começar bem a semana

Hoje vi que domingo vai ser um bom dia pra dormir…

Domingo normalmente é um dia meio tedioso e esse está prometendo fazer jus à tradição com a 56ª edição do GRAMMY Awards. E o que podemos esperar de mais relevante no evento?

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O destaque promete ficar por conta da dupla Paul McCartney e Ringo Starr, que se apresentarão juntos e receberão o prêmio honorário à carreira dos Beatles (o que tem chances de ser épico). Além de outros artistas que devem se apresentar na noite, está prevista também uma apresentação do Metallica e a possível aparição surpresa das divas Madonna e Beyoncé (cujas participações não foram oficialmente confirmadas). E basicamente é isso.

Com o provável patrocínio secreto de Lexotan e Rivotril vem a lista de indicados para single do ano com Get Lucky (Daft Punk); Radioactive (Imagine Dragons); Royals (Lorde); Locked Out Of Heaven (Bruno Mars) e Blurred Lines (Robin Thicke Featuring T.I. & Pharrell)

E por falar em Royals, a faixa também está concorrendo como Canção do Ano, Melhor Apresentação Solo Pop e colocou Lorde na disputa de Melhor Álbum Vocal Pop com Pure Heroine. Será que 2014 vai ser o ano dela como 2012 foi da Adele?

A lista completa dos indicados você pode ver aqui. A premiação será transmitida o vivo na TNT à partir das 23 horas desse domingo.

Conclusão: As premiações musicais já foram bem mais legais.

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Festival de Verão da Escola de Música de São Paulo (aquela das crianças abençoadas)

Hoje vi que vai ter muita música bonita nessa quinzena…

Começou hoje a primeira edição do Festival de Verão da EMSP – Escola de Música de São Paulo, antiga Escola Municipal de Música (não confundir com a igualmente famosa EMESP: Escola de Música do Estado de São Paulo – Tom Jobim).

O Festival dará início à programação especial feita para celebrar o aniversário de 45 anos da instituição que é uma das mais tradicionais escolas públicas de música da cidade, famosa por seu alto nível de formação musical.

Fotografia de Nelson Kon

Fotografia de Nelson Kon

O evento acontecerá até o dia 31 de Janeiro, das 10 às 17 horas, na atual sede da escola na Praça das Artes e englobará cursos de pequena duração, palestras, recitais de alunos e concertos comentados entre outras atividades. Para conferir a programação completa, clique aqui. Vale lembrar que a inscrição para participar dos cursos e oficinas já está encerrada.

Escola de Música de São Paulo
Praça das Artes
Avenida São João, 281 – 2º andar
Centro – São Paulo

Conclusão: Se possível, apenas vá. E vamos ocupar a cidade e a mente com música clássica.

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