Arquivo da tag: 2014

A realidade embalada em surrealismo de “Frank”

Sob uma observação descuidada e superfícial, “Frank” (2014) parece fadado ao nonsense. Isso porque somos apresentados ao universo dos personagens através da perspectiva de Jon (Domhnall Gleeson), um “indivíduo normal” que se vê imerso no hospício que é a banda Soronprfbs.

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Cinco motivos para ver (ou não) “O Melhor de Mim”

Todo ano chega aquele momento em que você vai ao cinema e se depara com mais um longa adaptado dos romances de Nicholas Sparks, o que por si só costuma ser suficiente para determinar se você assistirá ou não ao filme. Pensando nisso e nos sentimentos completamente opostos que as produções relacionadas ao autor despertam, escrevi o post de hoje num formato diferente. Então vamos aos cinco motivos para ver ou para fugir de “O Melhor de Mim” (The Best of Me – 2014).

best of me

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O Amor é Estranho

O título de “O Amor é Estranho” (Love is Strange – 2014) soa equivocado por se tratar de um filme onde as regras da sociedade prendem as pessoas em situações, essas sim estranhas à elas, enquanto o amor se manifesta com clareza como a única coisa que pode ser tida como certa.

O longa conta a história de Ben (John Lithgow) e George (Alfred Molina), que após viverem juntos por quase 40 anos decidem se casar para oficializar sua união e celebrar o amor que existe entre eles com os amigos que vivem à sua volta.

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“Vício Inerente” – o noir hippie de Paul Thomas Anderson

De vez em quando aparece algum filme que nos lembra do que o Cinema pode fazer. Em seu novo longa, Paul Thomas Anderson usa toda a sua experiência para transformar “Vício Inerente” (Inherent Vice – 2014) em um ótimo exemplo de sua arte.

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O filme é daqueles onde tudo funciona bem. Figurinos, cenários e trilha sonora servem de pano de fundo para atuações excelentes que darão vida à história de Doc (Joaquin Phoenix), um investigador hippie e maconheiro que deve desvendar um caso nesse noir roots.

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Operação Big Hero

Confesso que sou bastante displicente no que diz respeito à animações. Não que eu não goste delas, mas raramente as assisto. Acho que boa parte da culpa disso vem do fato de minha memória afetiva associar “desenho” às saudosas animações 2D da Disney e meu cérebro não conseguir simpatizar muito com esses personagens computadorizados. Mas é claro que tudo isso se dissipa quando a história é envolvente, como é o caso de “Operação Big Hero” (Big Hero 6 – 2014).

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Ah, look at all the lonely people – “Dois Lados do Amor” e a experiência individual do sofrimento

“Dois Lados do Amor” (The Disappearance of Eleanor Rigby: Them – 2014) é a versão condensada do ambicioso projeto de estreia do diretor e roteirista Ned Benson: retratar dois lados de um rompimento mostrando formas distintas de se vivenciar a dor. Para isso rodou dois filmes que contavam uma mesma história, um pela perspectiva “dele” e outro da “dela”.

A interessante proposta que deu o que falar em festivais e pôde ser apreciada em um restrito circuito de arte no exterior, no entanto, não chegou até aqui. Nos resta então nos contentarmos com a alternativa mais comercial da obra, que mistura cenas dos dois filmes e estreou nos cinemas nessa quinta-feira.

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“O Juiz” e o legado familiar

Antes de começar esse post, cabe uma ressalva. Enquanto o poster até enganava e vendia uma imagem de Law and Order, o trailer sempre foi honesto: “O Juiz” (The Judge -2014) é sobretudo um filme sobre família.

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Todo filme de reencontro que se preze segue a mesma cartilha: a ovelha desgarrada retorna ao lar e é forçada a lidar com um passado mal resolvido.”O Juiz” não é diferente. O filme conta a história de Henry (Robert Downey Jr.), o típico advogado playboy que, ao retornar à sua cidade natal, se vê obrigado a encarar alguns valores que tinha optado por esquecer.

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Para sempre Alice… só que não exatamente.

“Para Sempre Alice” (Still Alice – 2014), o filme que rendeu à Julianne Moore seu primeiro Oscar como Melhor Atriz, conta a história de Alice, acadêmica altamente graduada e professora universitária que recebe um diagnóstico precoce do mal de Alzheimer.

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O filme, assim como Alice, é muito eloquente. Seja nas sempre muito bem colocadas palavras de Alice, seja com a direção inteligente que consegue capturar o sofrimento na incapacidade de realizar as menores tarefas cotidianas, o longa se revela como um retrato sincero e respeitoso da realidade de conviver com essa doença.

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Os cavaleiros modernos de Kingsman

Dando um chega pra lá nas franquias de agências “sérias” que tentam sem muito sucesso abordar o inverossímil de modo adulto e sisudo, chega às telas “Kingsman – Serviço Secreto” (Kingsman: The Secret Service -2014), para nos lembrar de que as histórias de espionagem encontram sua verdadeira vocação na canastrice.

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Desde que Jason Bourne acordou naquele barco sem se lembrar de quem ele era o mundo dos filmes de espião nunca mais foi o mesmo. Como indústria eficiente, Hollywood não perdeu tempo em reproduzir o modelo que se tornou sinônimo de sucesso comercial: agora apesar de suas habilidades sobre-humanas e de gadgets impossíveis, os agentes de espionagem deveriam ser “sérios” e supostamente “realistas”. A prova máxima desse fato é de que até o novo Bond, agora na pele de Daniel Craig, foi obrigado a seguir essa cartilha.

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Com pequenos atos cria-se alicerce para um monstro – Leviatã e a corrupção como instituição

“Leviatã” (Leviafan – 2014) é daqueles filmes bons para quando a vida parece ser muito difícil porque nos deixa com a clara certeza de que tudo poderia ser infinitamente pior. O representante russo na categoria de “Melhor Filme Estrangeiro” usa como alegoria a história de um homem comum para retratar a impotência de um indivíduo diante de um Estado corrupto.

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