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O Amor é Estranho

O título de “O Amor é Estranho” (Love is Strange – 2014) soa equivocado por se tratar de um filme onde as regras da sociedade prendem as pessoas em situações, essas sim estranhas à elas, enquanto o amor se manifesta com clareza como a única coisa que pode ser tida como certa.

O longa conta a história de Ben (John Lithgow) e George (Alfred Molina), que após viverem juntos por quase 40 anos decidem se casar para oficializar sua união e celebrar o amor que existe entre eles com os amigos que vivem à sua volta.

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O mundo então conhece um de seus grandes heróis: “O Jogo da Imitação” e a reparação de injustiças históricas

Com a notícia do perdão oficial concedido pela rainha Elizabeth II à Alan Turing no final de 2013 boa parte do público geral descobriu, chocado, a história de um homem que não só salvou o conceito de “mundo ocidental” como o conhecemos hoje como também inventou as “máquinas de Turing”, que posteriormente evoluíram até se tornarem os computadores que eu e você estamos usando nesse momento. Corrigindo essa injustiça histórica que se arrastou por quase 70 anos, chega às telas “O Jogo da Imitação” ( The Imitation Game – 2014), cujo principal mérito é apresentar ao público um homem praticamente anônimo que deveria ser exaltado como um de seus maiores heróis.

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A graça e a beleza de não precisar voltar sozinho pra casa

Hoje é quinta feira, dia do trabalho, feriado de novo. E eu ainda me pego pensando no que fiz no feriado passado.

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Assisti à “Hoje eu Quero Voltar Sozinho” na quinta anterior à Sexta Feira Santa e fiquei completamente apaixonada pelo filme, que conta as pequenas-grandes aventuras adolescentes de um trio de amigos, protagonizado por Léo, deficiente visual de nascença.

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A delicadeza de deixar de ser criança em “Azul é a Cor Mais Quente”

Hoje vi que crescer não é fácil e fazer filmes bons sobre esse processo é menos ainda…

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Em tempos da necessária militância à favor de direitos iguais para os homossexuais é impressionante que uma história de amor protagonizada por duas mulheres levante menos polêmica e mais reflexão. Por mais que muito tenha sido dito à respeito da longa e desnecessária cena de sexo que gerou acusações de abuso ao diretor Abdellatif Kechiche (ambas as protagonistas declararam que não trabalharão novamente com ele) ela é a primeira coisa a ser esquecida quando deixamos a sala de cinema de “Azul é a Cor Mais Quente”La Vie d’Adèle – Chapitres 1 et 2 – 2013). O que fica em nós é a força do filme que desperta a sensação agridoce sobre o fim da juventude.

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