Arquivo da tag: Romance

Cinco motivos para ver (ou não) “O Melhor de Mim”

Todo ano chega aquele momento em que você vai ao cinema e se depara com mais um longa adaptado dos romances de Nicholas Sparks, o que por si só costuma ser suficiente para determinar se você assistirá ou não ao filme. Pensando nisso e nos sentimentos completamente opostos que as produções relacionadas ao autor despertam, escrevi o post de hoje num formato diferente. Então vamos aos cinco motivos para ver ou para fugir de “O Melhor de Mim” (The Best of Me – 2014).

best of me

Continuar lendo

Etiquetado , , , , , , , , , , , , , , ,

A fantasia pseudo-científica de Adaline

“A Incrível História de Adaline” (The Age of Adaline – 2015) é daqueles filmes que chegam em um pacote lindo… mas sem nada dentro. A parte técnica do filme, no que diz respeito à fotografia, figurinos e trilha sonora cria um espetáculo muito bonito, mas está fadada a embalar um roteiro que fracassa.

adaline 4

O filme conta a história de Adaline (interpretada sem muito brilho por Blake Lively), uma mulher que, em determinado momento de sua vida, para de envelhecer e se vê obrigada a testemunhar as mudanças nas pessoas e no mundo enquanto ela permanece a mesma. A premissa é bastante interessante, mas em vez de o roteiro se entregar à sua natureza fantástica, o filme cometeu o grave erro de tentar explicar o inexplicável.

Continuar lendo

Etiquetado , , , , , , , , , , , , , , , ,

O Amor é Estranho

O título de “O Amor é Estranho” (Love is Strange – 2014) soa equivocado por se tratar de um filme onde as regras da sociedade prendem as pessoas em situações, essas sim estranhas à elas, enquanto o amor se manifesta com clareza como a única coisa que pode ser tida como certa.

O longa conta a história de Ben (John Lithgow) e George (Alfred Molina), que após viverem juntos por quase 40 anos decidem se casar para oficializar sua união e celebrar o amor que existe entre eles com os amigos que vivem à sua volta.

Continuar lendo

Etiquetado , , , , , , , , , , , , , , , ,

Caráter e um pouquinho de mágica: o novo e ótimo filme da Cinderela

Poucas coisas fazem menos sentido do que essa moda de recontar os contos de fadas. Com roteiros mal trabalhados e direção sem brilho, esses filmes surgiram do nada e praticamente ninguém gosta de fato deles, parece até que só existem para nos irritar e destruir as histórias que amamos. Ou pelo menos essa era a situação até agora.  Pra acabar de vez com essa maré de azar, Disney fez sua mágica e convocou a mais nobre de suas monarcas: “Cinderela” (Cinderella – 2015).

Continuar lendo

Etiquetado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Revisitando “Desejo e Reparação”

De vez em quando nada melhor do que se entregar à segurança das coisas que já amamos. Sem grandes espaços para surpresas ou decepções, pode ser bastante interessante se abrir para uma nova leitura de uma obra já tida como favorita. Pensando nisso, hoje escrevo sobre “Desejo e Reparação” (Atonement – 2007), um dos meus “DVDs de cabeceira”.

atonement 3

Atonement começa em um dia particularmente quente que vai ser o pior da vida de Briony (espetacularmente interpretada por Saoirse Ronan), uma criança exposta a pequenos mal entendidos que se acumulam até estourarem em uma tragédia. As maiores vítimas da história são o simpático casal interpretado por Keira Knightley e James McAvoy, que inocentemente julgavam que aquele seria o verão de suas vidas.

Continuar lendo

Etiquetado , , , , , , , , , , , ,

Simplesmente acontece… porém com ninguém da vida real

As comédias românticas em geral se valem do artifício de acontecerem em um universo paralelo onde tudo sempre dá certo no final. E isso não tem o menor problema. As vezes tudo o que você precisa é descansar um par de olhos cansados em uma fita onde todo mundo é bonito e a vida até finge que vai ser difícil, porém a magia do cinema coloca tudo de volta no seu lugar. Pra quem procura um filminho bobinho/bonitinho/engraçadinho, a pedida da semana é “Simplesmente Acontece” (Love, Rosie – 2014).

love rosie 4

Continuar lendo

Etiquetado , , , , , , , , , ,

O Pantone inteiro de tons de cinza

Pois enfim fui ver o tal “Cinquenta Tons de Cinza” (Fifty Shades of Grey – 2015). O filme que se originou da série de livros que até me enganou com esse nome bacanérrimo – pra quem não sabe, “shades of grey” é uma expressão utilizada em inglês quando se quer dizer que as vezes as coisas não são tão radicais, preto no branco, etc. – mas que na verdade é tudo uma grande bobagem.

50 shades

Não contente em ter cinza no título e no nome do cara, o filme nos lembra constantemente do que estamos assistindo porque TUDO é cinza. Tudo. As gravatas do Sr. Grey, a casa do Sr. Grey e até a bolsa Prada da mamãe Grey, nada foge da monótona paleta de cores frias. O filme, que mais parece um especial de duas horas de algum programa de decoração de interiores, passeia pelo closet, pela casa e pelo escritório do Sr. Grey e nos deixa chocados de que todo esse ambiente de “sala limpa” e rigor digno de T.O.C seja cenário para o pornozinho pop dessa geração.

Continuar lendo

Etiquetado , , , , , , , , , , ,

Renovando o check in no Hotel Budapeste

Quando começamos a ver o filme, damos de cara com Wes Anderson. Em forma e conteúdo, vemos um gênio nos conduzindo por mais um de seus contos pitorescos onde seus inconfundíveis humor e plástica farão o serviço de nos contagiar mais uma vez com uma história improvável. E com os primeiros acordes da linda trilha sonora de Alexandre Desplat somos então apresentados à doçura de “O Grande Hotel Budapeste” (The Grand Budapest Hotel – 2014).

budapest 4

Localizado em uma imaginária república européia, o Hotel ganha liberdade total para existir dentro do universo de sonho de Wes Anderson, onde as situações ali imaginadas podem até ter paralelo com eventos reais, porém sem ter que comprometer-se com nenhuma regra. E assim o roteiro que mistura guerra, crime, romance e comédia pode se desenrolar de modo a entreter o espectador em um modo muito genuíno de se fazer Cinema.

Continuar lendo

Etiquetado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Os longos “Caminhos da Floresta”

Vocês já andaram em um labirinto? Dependendo do tamanho da estrutura, em certo ponto, por mais bobo que isso pareça ser, é inevitável pensar se você de fato vai conseguir sair dali. Sensação parecida é provocada por “Caminhos da Floresta” (Into the Woods – 2014), um filme de apenas duas horas que magicamente parece durar oito. Nesse novo jeito de Hollywood de fazer musicais – cujo expoente máximo é “Os Miseráveis” (Les Misérables -2012) o objetivo parece ser mesmo vencer o espectador pelo cansaço.

into the woods emily

O prelúdio – onde um menininho canta sobre como queria que a sua vaca desse leite – já dá a dica: o musical vai ser daquelas dolorosas óperas modernas onde até mesmo o mais trivial dos diálogos sente a necessidade injustificável de se converter em música.

Continuar lendo

Etiquetado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

O superbonitinho “A Teoria de Tudo”

Stephen Hawking é uma das maiores mentes científicas da nossa geração. Ele também é famoso por conviver há 52 anos com uma doença degenerativa que supostamente deveria tê-lo matado aos 23. Pelo que ele não é famoso é, por além de tudo isso, ser também filho, irmão, marido, amigo e pai. Por detrás dos holofotes, a vida real de Stephen Hawking é colocada em foco no concorrente ao Oscar “A Teoria de Tudo” (The Theory of Everything – 2014).

theory 1

Com roteiro adaptado do livro de Jane (primeira esposa de Hawking), o filme é contado com a inconfundível doçura de falar de quem se ama. E que doçura. A bonita fotografia e trilha sonora perfeita criam cenário para Eddie Redmayne retratar, em uma performance comedida e certeira, o homem que foi companheiro de Jane (interpretada por Felicity Jones) desde os tempos de faculdade pelos quase 30 anos que se seguiram.

Continuar lendo

Etiquetado , , , , , , , , , ,