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They are here… AGAIN. O novo Poltergeist

Remakes em geral são um assunto polêmico. Os defensores afirmam que a modernização e novas tecnologias são essenciais para contagiar a nova geração, já os puristas contrários à prática acreditam que a história não perde valor simplesmente por ter sido filmada em uma época que talvez esteja defasada. Confesso que pertenço ao segundo grupo, mas fui com a mente aberta e pronta para me divertir assistir ao novo “Poltergeist: O Fenômeno” (Poltergeist – 2015).

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Vale a pena sim conferir “Foxcatcher”!!!

Poucos filmes dessa temporada foram tão injustiçados como “Foxcatcher – Uma história que chocou o mundo” (Foxcatcher – 2014). Sucesso de crítica porém fracasso de público, o filme mal estreou e em breve já deve estar fora do circuito. O que é uma pena, pois bem dirigido e magistralmente atuado, o filme sem dúvidas merece ser visto.

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Com roteiro inspirado por fatos reais, o filme retrata um dos crimes de maior repercussão midiática dos anos 90. E apesar de contar de novo uma história que todo mundo já conhece, o filme é bem construído a ponto de permitir que todos se surpreendam mais uma vez com a chocante história de John du Pont.

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Pulp Rivotril – a catarse violenta de Relatos Selvagens

É difícil não comparar Pulp Fiction com Relatos Selvagens (Relatos Salvajes – 2014), o filme argentino sensação do ano passado. Ambos filmes contam com relatos episódicos que culminam em uma explosão de violência. Mas se por um lado na antologia de Tarantino os personagens vem de um submundo de crime, violento já em sua premissa, as pessoas de Relatos são apenas gente comum que diante do extremo perdem a calma. E fazem isso gloriosamente.

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Escrito e dirigido por Damián Szifrón, o filme conta com seis histórias sem conexão entre si porém alinhavadas sob o mote da agressividade. Relatos Selvagens propõe uma reflexão sobre o que é a raiva, seja ela apresentada em forma bruta por explosões de ira ou em retaliações mais elaboradas. A antologia faz questão de atestar: seus personagens jamais perdem a cabeça. Fugindo do consenso simplista que associa raiva à instabilidade psíquica, aqui ela é mostrada como uma resposta orgânica de emoções tão intensas que extrapolam as regras de civilidade. Resposta essa com inclinação para a tragédia, naturalmente, mas nem por isso menos racional.

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O Abutre em todos nós

De vez em quando aparece um daqueles filmes incômodos com aquele personagem ou roteiro incômodo que em sua falta de escrúpulos nos assusta porque de certa forma nos reflete. Acho justo analisar “O Abutre” (Nightcrawler – 2014) sob essa categoria.

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Em “O Abutre”, Jake Gyllenhaal dá vida à Louis Bloom, um “sociopata funcional” que é o perfeito exemplo daquele cara inteligente que foi extremamente bem sucedido na “escola da vida” e encontrou um trabalho no qual ele é excelente apesar de não ter nenhuma educação formal no assunto. Numa noite comum em meio a pequenos golpes que sustentavam sua vida já baseada na falta de noção da diferença entre “certo” e “errado”, Louis se depara com um abutre, uma  figura que vaga pela cidade em busca de alguma tragédia para filmar e vender para os noticiários.

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